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As entidades que atraíram mais património em 2019


Com a entrada de um novo ano chega também o momento de analisar o desempenho das entidades gestoras de fundos de investimentos no que diz respeito ao património angariado em 2019. Como veremos, o ano passado foi frutífero para oito das 12 gestoras com fundos domiciliados em Portugal que conseguiram captações positivas no conjunto dos seus produtos, com base nos dados disponibilizados pela Morningstar Direct.

Em termos absolutos, a lista é dominada por três entidades. Na liderança surge a IM Gestão de Ativos, que viu 365 milhões serem dirigidos ao investimento nos seus produtos. De notar que apenas o fundo IMGA Liquidez, como já noticiámos, captou neste período 145 milhões de euros. Este montante foi um dos fatores que contribui para a que os seus ativos sob gestão registassem um crescimento de cerca de 25% e assim atingissem a marca dos 2,3 mil milhões de euros em 2019 (face a 1,9 mil milhões em 2018).

Segue-se a Santander Asset Management, por sua vez com 352 milhões de euros captados. O desempenho desta casa é em muito idêntico ao da IMGA, uma vez que ambas fecharam o ano com o mesmo montante de ativos sob gestão (2,3 mil milhões) e registaram um crescimento de igual nos mesmos (25%). A fechar o Top 3 apresenta-se a Caixa Gestão de Ativos com captações na ordem dos 308 milhões de euros. Esta entidade também atingiu uma notável marca no ano findo com a chegada aos 4 mil milhões de ativos sob gestão, que em muito contribuíram as captações conseguidas pelo Caixagest Ações Líderes Globais, na ordem dos 246 milhões de euros, e assim garantido a manutenção da posição de maior gestora de fundos domiciliados em Portugal.

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Captações ponderadas pelo património no final de 2018

Porém, o impacto das captações varia de acordo com a dimensão da entidade gestora. Ao ponderar as subscrições líquidas pelo património no final do ano de 2018 obtemos resultados bem diferentes. 

Serve como exemplo a Invest Gestão de Ativos, entidade que surge à cabeça desta lista. As captações de 29,9 milhões de euros em 2019, apesar de estarem longe de serem as mais significativas no panorama nacional, correspondem a mais de metade dos ativos sob gestão no início do ano. De resto, também em termos relativos, foi esta casa que mais viu crescer o seu património no último ano, com os ativos sob gestão a registar um aumento de 83% para os 82 milhões, onde é de salientar o papel fundamental desempenhado pelo fundo Invest AR PPR.

Outro caso de destaque das captações ponderadas aconteceu com a GNB Gestão de Ativos, cujas subscrições líquidas de 178 milhões de euros equivalem, sensivelmente, a metade dos ativos sob gestão no final de 2018.

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