As duas grandes vias do Evli Short Corporate Bond para ser líder em rentabilidade a curto e longo prazo


Na semana passada a Selinca celebrou o seu primeiro Selinca Day, um ponto de encontro entre as gestoras e investidores que a empresa promove que contou com a presença entre outros de Juhamatti Pukka, responsável de obrigações da Evli e gestor do Evli Short Corporate Bond, fundo que conta com Selo Funds People 2019 pelas suas classificações Blockbuster e Consistente. Não é em vão que este produto não só figura entre os três mais rentáveis da sua categoria (dívida corporativa de curto prazo em euros, segundo a Morningstar), como também ocupa a primeira posição em rentabilidade em períodos mais longos como a cinco e a dez anos, com lucros de 1,57% e de 2,17% anualizados, respetivamente.

Manter-se nos primeiros postos do ranking num contexto de taxas a 0% com o que as obrigações continuam a enfrentar dependerá mais de continuar a acertar com o bond picking do que da própria evolução do mercado, que apresenta cada vez menos potencial. “Neste contexto de taxas baixas por muito tempo é complicado obter rentabilidades positivas e assim o investidor só tem duas opções: escolher a prazos mais longos ou assumir mais risco nas suas carteiras”, afirma o gestor. Ainda há uma terceira via que é a que ele mais defende: a combinação de incluir em carteira ativos não correlacionados com as taxas e manter os prazos curtos no universo de dívida corporativa.

“Trata-se de expandir o universo além das fronteiras naturais e em emissões que não contêm com rating”, refere. E por isso conta atualmente com 45% da carteira investida em obrigações nórdicas “que oferecem um prémio de rentabilidade sobre o universo BBB sem sacrificar os fundamentais de crédito” e cerca de 30% em obrigações sem rating alocado. E não, não teme que o elevado peso que tem em dívida sem rating implique uma menor liquidez na sua carteira já que defende que no momento de selecionar as emissões que compõem a mesma tem em atenção os fundamentais da empresa, mas também que atua mais por convicções do que pelas modas do mercado. "Somos um fundo long only e fazemos poucas mudanças nas carteiras já que o que procuramos são empresas de qualidade que tenham correlação com o mercado", afirma, ao mesmo tempo que defende a sua preferência pelas emissões BBB, ao entender que o seu risco difere em excesso do das obrigações, enquanto oferece cupões mais atrativos.

A ideia parece agradar já que o fundo acumula um património de 1.900 milhões de euros. O aumento do património vai depender mais das entradas de dinheiro que o fundo possa continuar a receber, do que pelo comportamento de um mercado que refletiu no preço grande parte das boas notícias que os Bancos Centrais foram dando. Defendem que se trata de uma grande alternativa para a parte da carteira alocada a obrigações, pela baixa correlação que tem. Não obstante, Pukka mostra-se confiante em continuar a gerar rentabilidades positivas para os seus participantes: “A rentabilidade esperada a curto prazo continua a estar entre 1,5% e 2,5%”, afirma.

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