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As duas aplicações conservadoras que têm crescido dentro dos fundos de pensões


O montante gerido pelos fundos de pensões em Portugal decresceu ligeiramente no final do segundo trimestre de 2016. As contas da APFIPP refletidas no último relatório trimestral relativo a este segmento de negócio mostram que em junho passado os ativos sob gestão tinham chegado aos 17.381,6 milhões de euros, denotando-se um decréscimo de 0,9% face ao final do trimestre anterior.

O mesmo documento da Associação permite tirar algumas ilações sobre o investimento que os fundos de pensões têm efectuado ao longo do último ano. Olhando apenas para a totalidade dos fundos de pensões abertos e dos fundos fechados (que reuniam em junho passado 15,51 mil milhões de euros de montante gerido) verifica-se que duas aplicações em específico têm entrado numa rota crescente em termos de investimento, dentro das carteiras das gestoras de fundos de pensões.

Falamos em específico do investimento em obrigações taxa fixa internacional, e dos fundos de investimento de tesouraria. Embora não sejam das aplicações com maior preponderancia dentro das carteiras dos fundos de pensões abertos e fechados, têm registado, ao longo do último ano, um grande incremento.

Evolução do investimento em Obrigações Taxa Fixa Internacional e Fundos de Tesouraria (em milhões de euros)

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Fonte: APFIPP, último relatório trimestral

No caso das obrigações taxa fixa internacional, de junho de 2015 até junho de 2016, esta aplicação registou um crescimento percentual de 235%, tendo passado de um valor investido de 45,1 milhões de euros para os 151,2 milhões, no final do trimestre passado.

Relativamente aos fundos de tesouraria, o crescimento no mesmo espaço de tempo foi de 117%. Estes produtos, apesar de configurarem a classe de fundos menos representada dentro das carteiras dos fundos de pensões, registaram um avanço absoluto de 44,9 milhões de euros, valor que lhes vale os 83,6 milhões de euros aplicados em junho de 2016.

Gestoras protagonistas nas aplicações

O relatório da APFIPP permite ainda demonstrar quais as gestoras de pensões que protagonizam o maior investimento nas aplicações atrás indicadas.

A GNB – SGFP era a gestora que no final de junho maior percentagem tinha alocada a obrigações taxa fixa internacional: praticamente 3% do total das carteiras geridas.  Nos fundos de tesouraria a protagonista é outra entidade: no caso, a CGD Pensões que investe 2,3% dos seus investimentos neste tipo de produto.

 

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