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As consequências que os movimentos separatistas podem ter


A hipótese do "sim" vencer no referendo que vai ter lugar a 18 de setembro na Escócia e que visa a indepedência e a consequente separação do Reino Unido, ameaça a estabilidade da Europa, com vários movimentos separatistas (a Catalunha está à cabeça ) a espreitar com curiosidade o que se vai passar e até as autoridades da Crimeia estão prontas a reagir, caso um processo similar ao vivido na Crimeia tenha uma aceitação diferente pelo ocidente. 

O Partido Nacional Escocês que venceu as eleicões para o parlamento em 2011 considera que é altura de a Escócia tomar conta do seu próprio destino, claramente esperando que a sua parte das receitas provenientes do petróleo, crude e gás natural do Mar do Norte seja suficiente para a Escócia se manter fora do Reino Unido e se constitua como um país independente.

A subida nas sondagens da hipótese do "sim" vencer ganhou consistência nos últimos dias e apesar de as intenções de voto estarem muito equilibradas, a vantagem é ligeira para os apoiantes da Escócia independente. 

Algumas perguntas se levantam em relação a este tema:

. A Escócia independente sai da Libra Esterlina e adopta uma nova moeda ou junta-se ao Euro?

. Se pretender manter-se na Libra, será que é do agrado dos Ingleses?

. Como vão ser geridos os prováveis 1.600 milhões de Dolares provenientes da exploração de petróleo?

. Irá a Escócia solicitar á União Europeia a adesão como um novo estado?

O ruído sobre este assunto tem implicações um pouco por todos os mercados com o mercado obrigacionista periférico a ver o seu spread vs a Alemanha a aumentar, com a Espanha a liderar, fruto do paralelismo com a Catalunha. É natural que nos próximos dias o caminho seja este, com aumento dos spreads e da volatilidade, apesar de se manter o tom positivo para a dívida periférica e este movimentos sejam vistos como uma boa oportunidade para abrir posições longas.

(Autor da imagem: Jurgen Delannoo, Flickr, Creative Commons)

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