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A análise dos gestores de fundos de mercados emergentes sobre o mês de novembro


O mês de novembro foi marcado por alguma instabilidade política em países de relevo para o mercado emergente, como é o caso do México e do Brasil. Nesse sentido, e com o objetivo de compreender qual o impacto deste e de outros acontecimentos que marcaram o penúltimo mês do ano de 2017 nos fundos de investimento em mercados emergentes, analisámos as fichas mensais dos respetivos fundos e os comentários das equipas de gestão.

António Dias, gestor do IMGA Mercados Emergentes, começa logo por dizer que este foi o mês “mais fraco desde início do ano para os mercados emergentes”. Justifica esta afirmação pela interrupção da tendência de melhor performance face aos mercados desenvolvidos, tendo apresentado este mês uma desvalorização de 1,8%. Para o gestor, a “instabilidade política vivida num conjunto de países relevantes como a África do Sul, o Chile, o México e o Brasil” explica este comportamento e diz que a “forte relação entre o setor tecnológico asiático a os seus pares norte-americanos” constituiu um fator determinante para a queda dos mercados.

No entanto, Ricardo Santos, gestor do NB Mercados Emergentes, destaca o setor da tecnologia que, apesar de neste mês ter sofrido “alguma pressão vendedora”, foi o “maior responsável pela forte performance de 2017”. Diz inclusive que, no caso do fundo que gere, foi precisamente a performance das posições no setor da tecnologia, em particular na China, que mais beneficiaram o seu desenvolvimento ao longo do mês de novembro. Contudo, tal como António Dias, o gestor do NB Mercados Emergentes refere as consequências da exposição ao México. Em causa está o impacto das renegociações da NAFTA e os receios de que os Estados Unidos possam unilateralmente quebrar o acordo comercial que liga a economia mexicana à norte-americana.

A desvalorização das moedas emergentes face ao euro, em particular a lira turca e o peso chileno, é também destacada pelo gestor do IMGA Mercados Emergentes, tendo registado quedas superiores a 10%. Mas para o gestor do NB Mercados Emergentes o mercado sentiu algum movimento de profit-taking e subida da volatilidade, depois de em outubro ter registado uma “forte performance”. Porém, para Ricardo Santos, o destaque do mês de novembro vai para a continuação do movimento de subida do petróleo, alimentada pela aproximação entre a OPEC e a Rússia com vista a estender o atual acordo de cortes de produção até final de 2018, anunciado na reunião de dia 30 de novembro. Pode consultar aqui o artigo da Funds People sobre a visão das gestoras internacionais sobre o potencial de crescimento do petróleo.

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