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As acusações de Donald Trump contra Janet Yellen


Donald Trump, depois de centrar grande parte da sua campanha na imigração e no terrorismo, não quis deixar passar a oportunidade de criticar também a política monetária da Fed, e centra agora as suas críticas na máxima responsável Janet Yellen.

Trump acusa a presidente da autoridade monetária de manter uma política de baixas taxas de juro para favorecer o presidente Barack Obama. Segundo o candidato republicano, “até ao momento Yellen fez um trabalho político”, e os mercados de valores “apenas estão fortes porque se trata de dinheiro grátis, já que as taxas estão em mínimos. É um mercado artificial, uma bolha”, conclui. No entanto, dada a baixa inflação dos EUA e o objetivo marcado da Fed de controlar os preços e o desemprego, a política de baixas taxas de juro encontra-se em linha com o que se espera num contexto como o atual. Na verdade, é a mesma política que outros bancos centrais têm estado a seguir, como é o caso do Banco Central Europeu ou do Banco do Japão para tentar combater uma situação de baixa inflação e baixo crescimento. No entanto, os rumores sobre uma próxima subida de taxas nos Estados Unidos são crescentes, dada a melhoria dos dados macroeconómicos.

John Hardy, chefe de estratégia de divisas do SaxoBank, recorda que “a Fed não pode evitar a política”, e afirma que “a participação da Fed é um tema mais complicado do que sugerem os republicanos”. Na opinião do especialista, os comentários de Trump “representam em grande medida uma ração de carne vermelha para a sua ideia de anti-globalização”. Há que recordar que, sendo a situação económica um dos principais factores que podem fazer com que a balança eleitoral se incline para o lado democrata ou para o republicano, a política da Reserva Federal pode ter um papel fundamental no resultado das eleições presidenciais.

Concluindo, MckEnna conclui que, de entre todas as críticas ao status quo lançadas por Trump durante a campanha, questionar a política da Reserva Federal pode ser a que menos oposição encontra. Segundo o especialista, “dos muitos modelos sociais atuais, a continuada impressão de dinheiro por parte do banco central poderá ser o menos popular”.

 

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