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“As ações são a classe de ativos mais atrativa em 2018” para a LBV Asset Management


Numa análise às perspetivas das sociedades gestoras para o ano de 2018, que agora se iniciou, encontramos diferentes análises e prognósticos para os próximos meses. No caso da LBV Asset Management, um dos fatores a destacar é a importância que atribuem às ações para este novo ano, dizendo, em entrevista à Funds People, tratar-se da “classe mais atrativa em termos relativos face às outras”. Mas a equipa de gestão tem também presentes os riscos que, em 2018, se poderão constituir como barreiras ao investimento.

Quais as classes de ativos melhor posicionadas para enfrentar o novo ano e que perspetivas têm para cada uma delas (obrigações, ações, imobiliário, entre outros)?

A classe de ativos que privilegiamos nos nossos investimentos são as ações, que nos parecem, sem dúvida, a classe mais atrativa em termos relativos face às outras. Os múltiplos médios de mercado mantêm-se elevados em termos históricos, mas isso continua a refletir níveis baixos de taxa de juro e menor volatilidade de resultados, consequência de um acréscimo de eficiência da economia global.

Que riscos monitorizam por esta altura com maior preocupação e porquê?

Genericamente vemos três tipos principais de riscos: (i) o consenso aponta para um ritmo de crescimento saudável da economia mundial em 2018 e o mercado seria muito sensível a uma redução material dessas estimativas; (ii) pela primeira vez em muitos anos, as economias desenvolvidas mostram sinais de ressurgimento da inflação; pressões salariais, subidas de preços de matérias-primas e menor capacidade de mercados emergentes contribuírem para a deflação são fatores que suportam esta realidade – caso a aceleração de preços ultrapassasse materialmente as estimativas, poderíamos assistir a uma forte reversão dos mercados; (iii) qualquer evento geopolítico significativo, embora obviamente isto seja impossível de prever.

Qual o fundo de investimento (obrigações, ações, misto) que recomendam para o ano de 2018 e porquê?

Gostamos do nosso posicionamento: long/short equities com foco em small&midcaps. Long/short significa estar mais protegido de uma eventual correção dos mercados, o que parece sensato no contexto atual; o nosso foco em small&midcaps permite-nos captar oportunidades de investimento pouco acompanhadas no mercado europeu, ainda mais agora no contexto de uma diminuição de cobertura devido ao impacto do MIFID II.

Pergunta mais provocatória: Qual o objetivo que gostariam de ver concretizado em 2018, no trabalho que executam?

Estamos neste momento a lançar o nosso novo fundo, replicando a nossa estratégia numa estrutura UCITS no Luxemburgo. O nosso principal objetivo para este ano é que esta nova oferta nos permita crescer significativamente em termos de ativos sob gestão, num ano que celebramos 10 anos de atividade. De uma forma geral, neste décimo ano de atividade, queremos conseguir a mesma coisa que em todos os outros: através de uma estratégia consistente e de uma boa leitura dos mercados, conseguir um retorno/risco atrativo para os nossos clientes.

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