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Aplicações em dívida privada por parte dos OICVM cresceram mais de 75% em 2017


Depois de termos dado conta do aumento do número de participantes em OICVM, é tempo de analisarmos a composição da carteira dos fundos. De acordo com o relatório publicado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, em 2017, verificou-se um crescimento de 75,4% das aplicações em dívida privada. Já o investimento em ações e em fundos de ações também aumentou, em especial no caso das estrangeiras.

Quanto ao investimento em ações nacionais, o regulador revela que no final do ano existiam apenas cinco fundos de investimento com dimensão relevante orientados para o investimento em ações de empresas nacionais, em especial do PSI20. Para além destes, existiam ainda dois fundos de poupança em ações, “uma categoria de fundos que tem perdido importância no mercado nacional”, destacam. No que a rentabilidade diz respeito, os fundos de ações, e em particular os de ações nacionais, foram aqueles que apresentaram as rentabilidades mais elevadas em 2017.

No lado oposto terminou o valor das aplicações em unidades de participação e em dívida pública, sendo que “a diminuição do valor investido em dívida pública foi mais pronunciada nas categorias de fundos que gozam de discricionariedade para definir a sua política de investimento, sobretudo nos ‘outros fundos’”, pode ler-se no relatório. 

Do lado das obrigações detidas na carteira dos fundos, observou-se um aumento generalizado do valor investido em dívida emitida por empresas portuguesas, francesas, holandesas, italianas e norte-americanas. Já o valor investido em títulos representativos de dívida de empresas da Irlanda registou uma queda.

O mesmo se verificou no investimento no segmento da dívida soberana, em particular no caso da dívida italiana, espanhola e alemã. Contrariamente, as aplicações em dívida de Portugal cresceram, “o que ocorreu em simultâneo com a redução das yields na sequência da melhoria da notação de risco de crédito da República tanto pela Standard & Poor’s como pela Fitch.

No final de 2017, a duração modificada dos investimentos em dívida da totalidade das obrigações detidas nas carteiras dos fundos subiu para aproximadamente dois anos, ainda que no caso da dívida pública nacional se tenha fixado em um ano. Na dívida pública estrangeira, por outro lado, esta era superior, situando-se nos 3,7 anos.

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Fonte: CMVM

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