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APAF mantém foco da actividade na formação e certificação dos analistas


A formação e a certificação vão continuar como prioridades da Associação Portuguesa de Analistas Financeiros (APAF), estando a ser preparada a criação de uma entidade interna destinada especificamente a estas matérias.  Em entrevista à Funds People Portugal, o presidente da associação, Raul Marques, eleito recentemente para mais um mandato, destaca ainda o envolvimento desta no processo de criação de uma federação ibero-americana.

No ano passado, a adesão à ACIIA (Association of Certified International Investment Analysts) foi um dos marcos da actividade da APAF, pela possibilidade que trouxe de oferecer mais uma certificação. “Já temos forma de conseguir fazer aceder os nossos sócios e não sócios a esta acreditação internacional” e esta “foi talvez a evolução substancial verificada no ano passado”, referiu Raul Marques.
O foco nesta área foi impulsionado nomeadamente pela entrada em vigor do regulamento da CMVM em 2010, que determinou que todos os que estão na actividade de análise financeira têm de ter certificação reconhecida pela entidade de supervisão, até 2014. Nesta fase transitória quem estava já na profissão registou-se, enquanto os restantes terão mais dois anos para ter uma certificação. Nesse sentido, “o que estamos a preparar agora é a criação de uma entidade, no âmbito da APAF, para se dedicar especificamente à formação nestas áreas, muito uma formação à medida”, salientou Raul Marques.
Entre as prioridades para este ano está a continuidade do trabalho feito nas pós-graduações – há uma no Porto (na Faculdade de Economia da UP) e outra em Lisboa (no ISEG) -, sendo “possível que haja a curtíssimo prazo, porque já houve conversações”, outro tipo de relacionamento com outras universidades.
O presidente da APAF salienta as vantagens da formação, da certificação, até como factores responsáveis pelos prémios internacionais que os analistas financeiros portugueses recebem regularmente. Quem premeia reconhece “ o grau de acerto das previsões que fazem. A qualidade das análises tem uma componente qualitativa, mas obviamente também uma componente quantitativa importante”,  sublinha.

Constituição de uma federação ibero-americana
Numa lógica mais transfronteiriça, além do passo dado com a adesão à Association of Certified International Investment Analysts,  a APAF tem-se envolvido “cada vez mais nas actividades da federação europeia” e, nesse âmbito, está a ser preparada a constituição, até final do ano, de uma federação ibero-americana.
“Neste momento temos uma ligação forte com os nossos colegas espanhóis e provavelmente o que vai acontecer é um envolvimento nosso forte, até pela questão da língua”, na ligação com o Brasil, um país que “tem um potencial para ter um número de pessoas certificadas [pela ACIIA] muito superior” ao que existe actualmente. “A ideia é desenvolver isso e temos um papel muito importante a esse nível”, salientou Raul Marques. Além disso, acrescentou, “estamos a analisar também como pode haver alguma ligação nossa a África, nomeadamente nesta certificação [da ACIIA]”, referiu ainda o presidente da Associação Portuguesa de Analistas Financeiros.

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