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Análise sobre o impacto que teria na bolsa a vitória ou derrota de Obama


As eleições nos EUA transformaram-se num epicentro de incertezas para os mercados. Embora as sondagens indiquem o actual presidente, Barack Obama, como o vencedor, esta hipotética vitória estaria assente num triunfo por uma margem muito reduzida relativamente aos resultados dos estados chave devido, fundamentalmente, ao voto dos indecisos. Estes são os que, definitivamente, determinarão a inclinação da balança. Neste sentido, alguns gestores trataram de analisar qual seria o impacto que teria no mercado de acções norte-americano a vitória de um ou de outro candidato.

Entre eles, está Joanna Shatney, responsável de acções grande capitalização nos EUA, da Schroders, que afirma que “o impacto de algumas medidas no PIB norte-americano poderá não ser o mesmo em função de quem for o novo inquilino da Casa Branca”. Na opinião da gestora, no caso de uma vitória do Obama, “os investidores terão que prestar especial atenção à expiração dos cortes de impostos da era Bush, os cortes na despesa pública que afectam os sectores da defesa e saúde e o aumento de impostos que supõe a implementação da reforma da saúde". Segundo estimativas da própria Joanna Shatney, o impacto poderá traduzir-se numa contracção do PIB entre os 3% e 5%. Se, pelo contrário, Mitt Rommey for eleito presidente, esta considera que “o mercado experimentará um efémero “rally” que durará até à resolução da reforma do orçamento, que em qualquer caso vai levar tempo e não existirá uma decisão até à segunda metade do ano”. Para além disso, a gestora pensa que “haverá um alto nível de incerteza sobre o sector da saúde  tendo em conta que o candidato republicano disse que pretende revogar a legislação da saúde, se chegar ao poder”.

“Actualmente, estou a trabalhar na hipótese da renovação de mandato de Barack Obama”, assegura. Shatney que entende que é o cenário mais provável, de acordo com as sondagens. “Acredito que a maior incógnita reside no controlo do Senado, cuja futura composição é mais discutível”. Se bem que como ficará divida a Câmara é importante, já que esta tem maioria republicana e não se espera que nenhum partido tenha completo controlo. “O principal risco com o qual nos debatemos é que saiamos destas eleições com mais dúvidas do que tínhamos quando entrámos”, comenta a gestora da Schroders. 

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