Tags: Gestores | Ações |

“Análise conjunta da estrutura de capital da empresa permite-nos definir uma estratégia mais eficiente”


A evolução esperada dos resultados da empresa e a análise da respectiva estrutura de capital permite-nos percepcionar qual o instrumento financeiro mais atractivo, dívida ou as acções.

“Ao longo de 2012, com a reabertura do mercado e a liquidez abundante, diversas empresas realizaram emissões obrigacionistas. Em paralelo, verificou-se, especialmente no sector financeiro, a realização de aumentos de capital por forma a rebalancear a estrutura de capital e a fazer face às exigências regulatórias. Estes movimentos de recapitalização criaram excelentes oportunidades de investimento quer do lado das acções, quer do lado das obrigações”, referiu Nuno Marques, gestor do fundo Banif Acções Portugal. Actualmente, apesar da incerteza macroeconómica e alguma instabilidade política, existe um claro sinal de abundante liquidez nos mercados, estando os investidores internacionais a regressar aos poucos aos mercados periféricos.

O nosso conhecimento das empresas periféricas e a convergência entre as equipas de obrigações e acções dá-nos a capacidade de definir uma estratégia mais eficiente, com total conhecimento dos emitentes”, comentaram os gestores. Nuno Antunes acrescenta que “a análise sectorial como variável explicativa do prémio de risco está a perder importância em prol da geografia, que é hoje muito mais determinante”. Precisamente, falando da geografia e de Portugal, os gestores do Banif consideram que o facto de Portugal ter sido considerado um “bom aluno” ajudou à valorização dos activos, especialmente das obrigações.

Nuno Antunes referiu ainda que “até finais de 2011, aquando do resgate português, verificou-se um alargamento significativo dos ‘spreads’, tendo o ‘downgrade’ do ‘rating’ do país levado a um desinvestimento por parte do ”core” da Europa. Tentámos aproveitar esse vazio deixado, investindo em activos desvalorizados, uma estratégia acertada tendo em conta os resultados do final do ano passado”. No caso espanhol apesar do contágio que o ‘downgrade’ do ‘rating’ do país causou, as ‘yields’ das obrigações dessas empresas não foram tão penalizadas porque as agências de rating mostraram-se um pouco mais flexíveis na ligação do rating da empresa ao soberano”.

A partilha do ‘know-how’ entre estas equipas da Banif Gestão de Activos é um dos passos mais relevantes no processo de selecção de emitentes e instrumentos.

Profissionais
Empresas

Notícias relacionadas

O Mais Lido