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As variações na alocação dos fundos perfilados moderados em agosto


Após a análise da alocação dos fundos perfilados defensivos em agosto, analisamos agora a evolução da alocação relativamente aos fundos moderados.

O mês de agosto ficou marcado por um aumento de número de casos de COVID-19, principalmente na Europa. Em sentido inverso, nos EUA, registou-se uma diminuição no número de novos casos. Estes números da pandemia refletiram o desempenho dos índices bolsistas, ou seja, enquanto o S&P500 valorizou 7% no mês de agosto, o Stoxx600 valorizou apenas 3%. Paulo Joaquim, gestor do NB Equilibrado da GNB GA, afirma que “com o esforço de reabertura observado em vários países entramos numa nova fase neste estranho período para a economia mundial, com a preocupação a centrar-se agora na dimensão de uma segunda vaga da pandemia, que aparentemente afeta já alguns países/regiões, e que deverá continuar a ser escrutinada de perto.”

Através da presente análise, relacionamos de que forma estes números da pandemia afetaram a alocação dos fundos perfilados nacionais com um nível de risco moderado e, com dados da Morningstar de agosto, analisamos de que forma os gestores destes produtos adaptaram a afetação dos ativos na carteira neste período de incerteza.

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Através da análise do gráfico de alocação global, verificamos que a exposição dos investidores a ações aumentou ligeiramente no mês de agosto (cerca de 1,64 pontos percentuais, relativamente a julho 2020), enquanto a exposição a obrigações registou uma diminuição de cerca de 1,32 pontos percentuais, sendo que esta foi a componente em análise que registou uma maior variação negativa.

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Relativamente à afetação geográfica da componente acionista, verifica-se que esta registou uma significativa variação negativa (0,97 p.p.) na Europa Desenvolvida, onde o número de novos casos COVID aumentou no mês em análise, enquanto nos EUA, onde foi registado um abrandamento do número de novos casos, aumentou significativamente (2.32 p.p.), relativamente a julho 2020. Tendo em consideração a valorização do S&P500 no mês de agosto, o aumento do peso das ações norte-americanas neste conjunto de produtos perfilados acompanha essa valorização. Das regiões de investimento em análise, a Europa Desenvolvida foi a única região que registou uma tendência descendente nesta componente.

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Em relação à alocação geográfica da componente obrigacionista, foi observada na Europa uma tendência ascendente, em contraste, nos EUA, uma tendência descendente. A alocação obrigacionista na Europa Desenvolvida variou positivamente 0,22 pontos percentuais relativamente a julho e na América do Norte, no sentido contrário, 1,89 p.p..

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No que diz respeito à alocação de obrigações por subcategoria, não se registaram significativas variações, sendo que todas as componentes registaram variações negativas. As obrigações soberanas foram a aplicação que registou uma maior variação negativa relativamente a julho (-0,93 pontos percentuais) e as outras componentes mantiveram-se estáveis no período em análise. “A subida dos juros nas obrigações soberanas afetou os mercados de crédito europeu e norte-americano, com o primeiro a permanecer inalterado e o segundo a corrigir 1,2%. Com a rentrée política de setembro, as eleições presidenciais norte-americanas de 3 de novembro passarão a assumir o destaque de mercado.” explica Stefano Amato, gestor do fundo Santander Select Moderado da Santander AM.

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