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AllianzGI apoia 79% das propostas apresentadas por equipas de gestão em Portugal


Um aumento da transparência, através da publicação da sua política ativa de voto assumida nas empresas em que investe, em tempo real na página web, juntamente com uma explicação sobre o motivo para tomar decisões contrárias ou por abstenção, são alguns dos aspetos apontados no balanço da política ativa de voto nos investimentos da Allianz Global Investors em 2017.

De acordo este documento, no ano passado, a Allianz Global Investors votou em 7.961 assembleias de acionistas e em 83.488 propostas tanto das equipas executivas como dos acionistas. Votou contra em pelo menos um tema da agenda em 68% de todas as assembleias de acionistas realizadas a nível mundial, opondo-se a 24% de todas as resoluções. No caso específico de Portugal, a AllianzGI participou em 17 assembleias de acionistas e votou em 116 propostas, todas apresentadas pelas equipas de direção das empresas, opondo-se a 21% e apoiando 79%.

“A integração de critérios ESG no nosso processo de investimento faz sentido desde logo numa perspetiva de risco e rendimento, e faz parte do nosso dever fiduciário com os clientes”, explica Eugenia Unanyants-Jackson, diretora de análise de ESG da Allianz Global Investors, que faz ainda referência a uma nova ferramenta para os votos delegados, o proxy voting. Segundo a entidade, este é um sinal da importância que é atribuída à adoção de uma abordagem global na sua política de voto ativa e a integração de um investimento com critérios sociais, ambientais e de governança empresarial.

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Fonte: AllianzGI, fevereiro 2018

Como é possível observar na tabela acima, existe uma “disparidade global significativa” entre as várias regiões, sendo no Japão e nos Estados Unidos onde mais se votou contra. “Uma das razões-chave para o elevado nível de votos contra nas propostas de remunerações nos EUA tem a ver com o fraco alinhamento entre remunerações e desempenho, com as empresas dos EUA a evidenciar uma ligação frágil entre indicadores de desempenho (KPI) e planos de incentivos à gestão”, refere Unanyants-Jackson.

O diálogo constante com as empresas e a apresentação dos resultados desse envolvimento são o mais importante para Jörg de Vries-Hippen, CIO Equity Europe: “A última temporada de AGAs (Assembleia-Geral Anual) no ano passado equivaleu a uma chamada de atenção para muitas empresas, para estarem realmente atentas às preocupações dos investidores, em especial no contexto de ESG, e esperaria que muitas delas começassem a adaptar standards globais emergentes”.

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