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Alexandre Mota, CFA, Partners2U: “O nosso posicionamento foi clarificado”


O último ano foi um de evolução, para a Partners2U. Em primeiro lugar, a entidade de consultoria para investimento do norte do país viu os seus dois consultores, Alexandre Mota e Emanuel Vieira, ultrapassar o último nível do processo de certificação do CFA Institute e tornar-se CFA Charterholders. Como resultado deste processo de certificação e aprendizagem, em segundo lugar, a abordagem de consultoria da Partners2U foi afinada e redefinida para capitalizar todos os recursos técnicos e competências que ser CFA implica. Por último, uma nova montra, ou seja, um novo website, que se propõe a informar e educar a sociedade e os investidores no sentido de melhor conhecerem o conceito e mais-valias do serviço de consultoria para investimento independente, bem como aumentarem a sua literacia financeira.

P2U_Alex“O nosso posicionamento foi clarificado e oferecemos agora três níveis de serviço”, introduz Alexandre Mota. O nível mais abrangente, e que o consultor destaca como o que mais bebe do programa da certificação CFA, tem o nome de Full Advising. “Aqui o serviço de consultoria não é apenas um serviço sobre instrumentos financeiros, mas vai muito mais além. São considerados não só os objetivos do cliente, mas também todo o património. Trabalhamos num enquadramento patrimonial holístico que extravasa o âmbito dos instrumentos financeiros”, explica. “A ideia é que o património de um indivíduo não é só os ativos financeiros, e há muitas mais questões relevantes na gestão das finanças pessoais dos clientes. Questões sucessórias, legais, fiscais… todas devem ser consideradas para um eficaz aconselhamento”.

P2U_Emanuel_No entanto, Emanuel Vieira esclarece que “nem todos os clientes aceitam esta lógica de serviço, que poderá ser muitas vezes visto como intrusivo, no sentido de que requer muita e ampla informação sobre a situação patrimonial e familiar. Adicionalmente, o cliente pode encontrar-se numa fase inicial da relação connosco e estar ainda a ganhar confiança, pelo que, para estes clientes, providenciamos um segundo nível de serviço que se assemelha muito mais à gestão de carteiras, o Asset Management Advising”. Este segundo nível, consiste na alocação estratégica do portefólio e recomendações de investimento de acordo com o perfil de investidor do cliente. As recomendações são enviadas para o cliente, o qual, se concordar, as executa junto dos intermediários financeiros. “Estamos, frequentemente, a trabalhar apenas uma parcela do património financeiro do cliente”, afirma Emanuel Vieira.

Por fim, acrescenta, surge o Auditing Advising, o terceiro e mais simples nível de serviço. “Aqui, o cliente recorre ao nosso expertise para ter uma segunda opinião acerca de uma proposta de serviço ou um instrumento financeiro recomendado por outro provedor, incidindo na questão dos custos do produto, performance passada ou alternativas de investimento. São clientes que valorizam a nossa opinião, mesmo não usufruindo de um aconselhamento financeiro numa lógica de gestão da nossa parte”.

Filosofia e negócio

A filosofia de investimento da entidade consultora suporta-se muito nas qualidades dos ETF como instrumentos que providenciam diversificação e flexibilidade, muito embora o investimento direto seja comum em dívida pública. “Seguimos uma abordagem macro, top-down, onde tentamos identificar as geografias, setores, fatores… que consideramos que fazem sentido na carteira dos clientes”, explica Emanuel Vieira.

O crescimento do negócio tem resultado de um simples passa a palavra que se concretiza num certo viés regional - no norte do país. “Esperamos, com o novo website e um papel mais ativo na geração de conteúdos, credibilizar ainda mais a empresa e exponenciar esse passa a palavra”, explica Alexandre Mota. Adicionalmente, os consultores do Porto celebraram um acordo com Pedro Emanuel Rodrigues e Bernardo de Almeida - o que permitirá crescer também na região de Lisboa.

Transparência  no serviço

Os consultores da Partners2U  sentem que competem mais com as tradicionais estruturas de private banking do que com outras consultoras para investimento. “Apenas recebemos o que o cliente nos paga”, comenta Alexandre Mota, enfatizando o facto de não receberem nada “proveniente da relação com qualquer intermediário financeiro”. Já o preçário, é regressivo tendo em conta o montante sob consultoria e é ajustado à complexidade do serviço. Este  formato posiciona a consultora como “muito competitiva”. Requerem, no entanto, um montante de ativos financeiros mínimo de um milhão de euros para que se justifique o serviço.

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