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Adrian Kyriazi (EFG International): “O início das operações em Portugal representa um grande marco na estratégia da pegada no Sul da Europa”


De chegada ao mercado português, o private banking suíço EFG International conta atualmente com Bernardo Meyrelles como country head, depois da preparação e implementação do negócio em Portugal deixada por Pedro Rêgo, que atualmente mantém funções como membro na equipa de gestão sénior. O lançamento do branch da entidade em Portugal foi precisamente o mote para uma entrevista da Funds People com Adrian Kyriazi, head of continental europe da entidade, na qual se falou  sobre o racional de entrada da EFG Portugal, mas não só.

Dada a importância da Europa continental para a entidade, o profissional começa por falar da necessidade que sentem em “capturar oportunidades de crescimento significativas dentro da região, com um foco no sul da Europa”. Neste universo, diz o profissional, “Portugal representa uma potencial expansão substancial dada a recente introdução dos programas de vistos de residência no país, um regime fiscal atrativo, bem como uma situação política e económica segura e estável”.  Os objetivos para o mercado português não são pouco ambiciosos. Otimista, o responsável considera que o objetivo de 1.5 mil milhões de CHF em 2022 em termos de ativos sob gestão é uma meta justificada por dois factores: “O potencial de crescimento geral do mercado e a proposta de valor diferenciada”. O responsável acredita mesmo que “o início das operações em Portugal representa um grande marco na estratégia da pegada no Sul da Europa”.

Como já referido, Pedro Rêgo foi o profissional responsável por lançar a atividade do banco em Portugal, tendo passado o testemunho a Bernardo Meyrelles, que agora comanda a atividade no nosso país. A acompanhá-lo, conta Adrian Kyriazi, estão sete “experientes private bankers no terreno para servir os clientes do branch de Lisboa alavancando a estrutura internacional do EFG”.

Abordagem distintiva - CRO

A proposta de valor da entidade, conta o responsável pela Europa continental, passa pela “combinação do know how local numa rede internacional, um foco forte no cliente e as soluções abrangentes para o cliente”. Esta visão ganha forma no Client Relationship Officer (CRO), uma abordagem e modelo que  “coloca sempre o cliente e a suas necessidades financeiras em primeiro lugar, garantindo relações de longo prazo e um aconselhamento financeiro verdadeiramente independente, dado pela estrutura de arquitetura aberta da EFG”.

Em Portugal, a entidade explica que o funcionamento passará por “combinar o expertise dos CROs locais, com a a extensa oferta de research, produtos e serviços oferecidos, alavancando-se no expertise significativo interno da entidade”. A plataforma aberta da entidade permite também aos clientes “beneficiarem de um largo conjunto de oportunidades de investimento, incluindo ações, obrigações, fundos de investimento (incluindo hedge funds), private equity, produtos estuturados e operações de forex”.

Fintech e digitalização

A posição de responsável pela europa continental permite a Adrian Kyriazi ter, naturalmente, uma visão alargada sobre o negócio de banca privada. Um dos pontos que entra na análise do profissional prende-se “com o impacto crescente da digitalização, com as empresas de fintech a aparecerem em todo o lado e a desafiarem os players já estabelecidos”. A par da digitalização, o responsável assinala ainda a “significativa mudança nos requisitos dos clientes, com as bancas privadas em particular a oferecerem uma experiência verdadeiramente personalizada”. Para o responsável da entidade será imperatório os bancos “continuarem a aprimorar os seus recursos digitais de forma a servirem uma clientela financeira crescentemente mais esclarecida.”

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