Actividade de 'private equity' é "cada vez mais importante"


Portugal enfrenta actualmente um período de grande transformação, que tem criado oportunidades que têm sido e podem continuar a ser aproveitadas, concretamente pela indústria de ‘private equity’, não descurando os riscos relacionados com as próprias economias, com algumas operações e decisões.

“Uma actividade cada vez mais importante, que creio que vai acelerar nos próximos anos, é a de ‘private equity’”, afirmou Raul Marques, acrescentando que esta indústria, a nível mundial, vai a caminho dos quatro biliões e que muitos fundos estão subinvestidos”. Ou seja existe dinheiro para concretizar operações, o que é positivo nomeadamente para a actividade de M&A e reestruturação e recapitalização de empresas.

Falando na conferencia sobre “O mundo das fusões, aquisições e privatizações – riscos e soluções”, organizada pela Marsh e pelo IPCG, o presidente da APAF salientou que uma questão fundamental é os mercados de capitais ganharem peso e que há sinais que “gradualmente as empresas europeias vão precisar de recorrer mais aos mercados”, num momento em que os investidores procuram cada mais ‘yield’.

Do que já tem sido feito mencionou o contributo das emissões de obrigações para o retalho, feitas pelas empresas, para a dinamização do mercado de capitais, dizendo que um próximo passo será tal acontecer com empresas de menor dimensão. “A transformação profundíssima que está a acontecer traz enormes oportunidades”, disse ainda, alertando contudo para os riscos que existem e que não devem ser descurados.

O tema dos riscos, numa óptima mais específica – em operações de fusões e aquisições -, e como lidar com alguns deles, foi abordada por Pierre Bentin e Fernando Claro, da Marsh. Os representantes da empresa de corretagem de seguros e consultoria em gestão de riscos falaram sobre os tipos de soluções que dispõem nomeadamente, ao nível do vendedor e também do comprador; o objectivo, sublinharam, é proteger-se ou mitigar os riscos  típicos em operações de fusões e aquisições, cobrindo contingências desconhecidas, conhecidas e identificadas (sendo neste caso as mais comuns os litígios, fiscais, laborais e meio-ambientais).

No caso dos IPOs, como referiram na apresentação, as protecções existentes não abrangem apenas  os vendedores, a empresa  e o investidor, mas também os responsáveis pelos propectos.

A Marsh está presente em Portugal em Lisboa e no Porto, tendo, a nível ibérico, uma facturação de 800 milhões de euros, 470 colaboradores e mais de 5.000 empresas clientes.

O Mais Lido