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“Acreditamos que temos condições para reforçar o nosso posicionamento”


Em entrevista à Funds People Portugal, Isabel Semião refere que se reveste “da máxima importância a criação de instrumentos de aforro, fundos de pensões,” e que acredita que se se forem “criados incentivos fiscais haja lugar a uma mudança expressiva do mercado de fundos de pensões em Portugal”.

 

A que se deve este crescimento sustentado?

Por um lado os Fundos de Pensões da BPI Vida e Pensões no ano de 2012 e nos primeiros meses do ano de 2013 registaram performances bastante positivas, por outro lado neste período, a BPI Vida e Pensões ganhou a gestão de mais três fundos de pensões fechados e aumentou consideravelmente o número de adesões colectivas e individuais aos fundos de pensões abertos.

Quais têm sido as principais apostas/estratégias neste período?

Reforçar a liderança do negócio de fundos de pensões em Portugal; manter a actual carteira de clientes; ganhar todos os novos mandatos a concurso; e continuar a assegurar a melhor qualidade de serviço.

Como evoluiu o número de fundos geridos? E o número de participantes? 

A BPI Vida e Pensões gere 39 Fundos de Pensões. Actualmente gere fundos de pensões de cerca de 254 Empresas com 30.015 reformados e pensionistas e  39.477 participantes.

Maior percentagem é de fundos abertos ou fechados?

No final do ano de 2012, a BPI Vida e Pensões era responsável pela gestão de 39 Fundos de Pensões, cujo património ascendia a 1.919 milhões de euros, sendo que cerca de 278 milhões correspondem aos fundos de pensões abertos. O ano de 2012 foi mais um ano de afirmação da BPI Vida e Pensões no mercado português, tendo concretizado um expressivo aumento em 22% do património sob gestão, face a um crescimento do mercado de 8,7%. Foi a entidade gestora com o maior crescimento no ano. Na gestão de fundos de pensões abertos, a BPI Vida e Pensões detinha a liderança do mercado com uma quota de mercado de 30%, tendo sob a sua gestão o maior fundo de pensões aberto, o BPI Valorização.

Quais as prioridades de actuação para o segundo semestre deste ano?

Manter a linha estratégica dos últimos meses, ou seja, assegurar os elevados níveis de satisfação dos nossos clientes, mantendo os actuais clientes em carteira e por outro lado tentar angariar novos clientes por forma a reforçarmos o nosso posicionamento no mercado de Fundos de Pensões em Portugal. Adicionalmente, pretendemos sensibilizar as empresas em Portugal, bem como a população em geral para a importância da poupança para a reforma e do fulcral papel dos fundos de pensões neste contexto. 

E quais são os objectivos para final do ano?

Apesar das condições socioeconómicas do país acreditamos que a poupança para a reforma é um tema que se reveste da máxima importância e urgência em Portugal. Dado este factor e os elevados níveis de satisfação dos nossos clientes com o serviço prestado, acreditamos que temos condições para reforçar o nosso posicionamento.

Como prevê que evolua o segmento de fundos de pensões em Portugal, tendo em conta a actual situação no que se refere à sustentabilidade da Segurança Social e aos hábitos de poupança para a reforma? 

Reveste-se da máxima importância a criação de instrumentos de aforro, fundos de pensões, numa sociedade como a portuguesa, em que é dominante o sistema de repartição de protecção pública para a reforma. Como hoje já é publico e notório, a realidade demográfica e económica impossibilita a manutenção de promessas de Segurança Social que com alguma irresponsabilidade foram repetidas ao longo dos anos. Sabemos hoje que o que separará os futuros reformados da miséria, é a poupança privada acumulada no momento da reforma. E também sabemos que neste momento, esse nível de poupança é, em termos nacionais, irrisório. Ao contrário da maioria dos países da OCDE, o regime fiscal em Portugal não dispõe de mecanismos de incentivo à poupança para a reforma. Acreditamos que caso sejam criados incentivos fiscais haja lugar a uma mudança expressiva do mercado de fundos de pensões em Portugal.

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