Ações registam maior reforço nas carteiras da gestão de patrimónios em julho


A passagem do mês de julho trouxe consigo boas notícias para o negócio da gestão de patrimónios. O total das carteiras das sociedades gestoras de patrimónios associadas da APFIPP a cresceu 0,25% para os 42,8 mil milhões de euros, o que contrasta com os 42,6 mil milhões registados em junho. Este comportamento está em linha com o movimento ascendente que já se vem a verificar há alguns meses, desde a forte quebra registada em março.

Do ponto de vista da evolução das aplicações nas carteiras das sociedades, a impulsionar este movimento está o aumento da ponderação da classe de ativos das ações. Com uma variação positiva de 1,15% face a junho, é esta a rubrica que apresenta maior crescimento entre todas as classes de ativos. Contudo, há uma subclasse de ações que se destaca pelo seu desempenho face às restantes. Trata-se das ações americanas, cujo peso em carteira aumentou 9.58% face ao mês anterior, muito embora o peso total no portefólio fique pelos 0,27%.

Há ainda aumentos em mais duas rubricas, apesar de não serem tão pronunciados como o das ações. Falamos da classe de ativos dos fundos de investimento mobiliários (FIM), que aumentou 0,84% face ao mês anterior, e da rubrica das outras obrigações, que cresceu em 0,24%. No âmbito dos FIM vale a pena destacar o incremento significativo dos FIM monetários estrangeiros, que registam o maior aumento de uma rubrica isolada, com +65,78%, embora o seu peso na carteira também fique aquém dos 1%.

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Europa e Portugal, destinos preferidos para os FIM

Na análise em termos de geografias e destinos de investimento verificaram-se algumas variações. Nomeadamente, no âmbito dos investimentos em mercados de valores mobiliários (excluindo fundos de investimento), o Top 5 de territórios predominantes, onde se inclui Portugal, perderam todos ponderação nas carteiras das SGP, ficando a maior queda a pertencer a França (-2,96%). Já os seguintes cinco países (Espanha, Luxemburgo, Irlanda, Reino Unido e Holanda) todos viram o seu peso na carteira aumentar.

A contrariar a tendência anteriormente descrita, os Estados Unidos da América, enquanto destino de investimento, também perdeu peso na carteira, com uma redução de 4,33%. Este dado indica que o aumento registado ao nível da evolução das aplicações em carteira pode-se ter ficado a dever a uma apreciação do valor do mercado dos títulos, e não propriamente a maior alocação àquela geografia em questão.

No que respeita aos fundos de investimento, as alterações não são significativas, com a ponderação da União Europeia e Portugal a crescerem ligeiramente (mas menos de 1%), enquanto que “outros países” decrescem (também menos de 1%).

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Relembramos que, a 31 de julho de 2020, os montantes geridos pelas sociedades mencionadas, associadas da APFIPP, representavam 88,1% do valor global das carteiras sob gestão discricionária, segundo a CMVM.
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