Ações europeias e japonesas entre as estratégias mais subscritas em abril


Em abril os mercados parecem ter regressado para terreno positivo, com especial destaque para o mercado europeu. Esta é a visão de Rui Olo, responsável na direção de marketing pelos produtos e investimentos do ActivoBank, que acrescenta que se verificou “um clima de menor tensão entre os Estados Unidos e a China no que respeita a questões de comércio internacional”. Tendo em conta este contexto, os fundos de ações estiveram em destaque, “em particular de pequenas ações da zona euro e japonesas, contrariando a tendência dos últimos meses”, adianta o profissional. Quanto a este facto, refere que esta “é uma classe de ativos especialmente volátil e, por isso, as entradas e saídas em fundos small caps são, normalmente, recorrentes e ao sabor da tendência de mercado”.

Para além desta tendência, manteve-se a procura pelo sector tecnológico, “este mês de forma mais vincada”, refere Rui Olo, uma vez que se verificou a presença de três produtos deste sector entre os dez mais vendidos. Para o profissional, este é um sinal de que “os investidores procuraram aproveitar a recente queda dos mercados para entrar ou reentrar a preços mais razoáveis”. Por fim, destaca também a presença do UBS (LUX) SF Yield (EUR) N ACC, que continua a ter uma elevada procura. Este é um dos fundos que, na visão da entidade, “deve constituir a base das carteiras de investimento dos clientes”, tendo como alocação base 25% em ações e 75% em obrigações.

Maior diversidade do lado dos clientes do Banco Best

Para Rui Castro Pacheco, diretor adjunto de investimento do Banco Best, o mês de abril foi mais um mês em que se verificou a preferência por fundos mais conservadores, com a presença de três fundos de obrigações e dois fundos mistos. Apesar disso, a preferência dos clientes da entidade continuou a recair sob os fundos de ações.

Assim, do lado dos fundos de obrigações, “as preferências dividiram-se entre o PIMCO Income e o Jupiter Dynamic Bond, dois fundos muito diversificados e flexíveis na sua capacidade de investir em qualquer segmento do mercado de obrigações”, refere o profissional. Para além destes dois produtos, a presença do Amundi II Emerging Markets Bond é outro dos destaques, este que é “um fundo bastante flexível ao poder investir em obrigações de governos, empresas e em moeda local ou ‘forte’ (USD)”, explica o profissional.

Do lado dos fundos mistos, as preferências recaíram sob “duas estratégias relativamente conservadoras e com uma grande atenção à preservação de capital”, explica Rui Castro Pacheco. As estratégias em questão foram o Nordea Stable Return e o MFS Global Total Return, “ambos com alguma exposição a ações, mas a níveis relativamente reduzidos”, destaca.

Por fim, no que diz respeito aos fundos de ações, a procura foi bastante diversificada. Numa componente sectorial, revela Rui Castro Pacheco, o destaque foi para o Pictet Robotics, “que foca a sua carteira em empresas que estão a desenvolver soluções de robótica aplicadas quer à indústria quer a soluções mais individuais e domésticas”. Para além do fundo da Pictet, destaque também para a procura pelo Invesco Gold & Precious Metals, este que “procura empresas ligadas à extração, transformação e comercialização de ouro”. Já numa componente regional, as preferências recaíram sob um fundo dedicado a investir em ações de empresas da Europa, outro em ações dos Estados Unidos e outro que investe de uma forma mais genérica e global. Tratam-se, respetivamente, do MFS European Value, do M&G North American Dividend e do HSBC Economic Scale Global Equity.

Fundos mais subscritos em abril no ActivoBank e no Banco Best

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