Ações de pequenas e médias empresas no top dos fundos mais subscritos em julho


Durante o mês de julho mantiveram-se as tensões comerciais, impulsionadas pela entrada de novas tarifas por parte dos Estados Unidos à China e com Donald Trump a admitir chegar aos 500 mil milhões de dólares. Para Bruno Pinhão, do ActivoBank, estes eventos “têm degradado os indicadores de confiança”, embora “a abertura ao diálogo entre Trump e os parceiros europeus fez aliviar a pressão”, refere.

Apesar da incerteza no contexto comercial mundial, Bruno Pinhão destaca que “o mês de julho afirmou-se positivo para o mercado acionista”, acrescentando que “a earnings season norte-americana teve um contributo significativo, com a maioria das empresas a apresentar resultados acima do previsto, algo que ajudou a impulsionar o sentimento. Para além disto, “a divulgação de que a economia dos Estados Unidos terá crescido a bom ritmo no segundo trimestre e a confirmação da aceleração no crescimento da atividade terciária na zona euro e EUA em junho” são apontados pelo profissional como factores de suporte deste cenário. Algumas cotadas do sector tecnológico, por outro lado, tiveram um efeito “arrefecedor”, pelo facto de terem registado quedas expressivas após a apresentação de resultados menos conseguidos.

Tendo em conta este contexto, Bruno Pinhão refere que o sector tecnológico esteve em evidência nas preferências dos investidores do ActivoBank, “tendo-se afigurado como uma boa oportunidade de entrada para os investidores, que revelam confiança na valorização deste sector”. No topo das preferências estiveram também os fundos de pequenas e médias empresas, “o que revela que os investidores se estão a posicionar estrategicamente para tirar partido das tensões comerciais”, avança o profissional.

Fundo de obrigações reentra no top de preferências do Banco Best

Do lado dos clientes do Banco Best, destaque para a presença de um fundo de obrigações, que volta a marcar presença no top das preferências dos clientes da entidade. Não obstante, verificou-se “a existência mais um mês com uma procura muito dirigida a fundos de ações”, refere Rui Castro Pacheco, diretor adjunto de investimentos.

Sobre os fundos de obrigações, o diretor do Banco Best faz questão de destacar que “este tipo de ativos permanece como uma das poucas alternativas ao investimento em ações, embora, de uma forma geral, os fundos de obrigações tenham registado uma primeira parte do ano bastante mais desafiante em termos de performance”.

Assim, o único fundo do segmento obrigacionista presente nesta lista foi o PIMCO Income, um fundo bastante flexível e que pode investir nos vários segmentos de dívida. “Sendo atualmente um fundo bastante grande, este seu sucesso comercial pode por vezes limitar alguma da flexibilidade do gestor em aproveitar oportunidades em segmentos mais ilíquidos dos mercados obrigacionistas”, indica Rui Castro Pacheco.

Entre o fundo de obrigações e os fundos de ações encontramos também o Acatis Gané Value Event, um produto que é gerido por duas equipas, uma da gestora Acatis, “que é uma boutique especialista no investimento de estilo value, que procura investir essencialmente em ativos que estejam com uma valorização atrativa”, e outra da Gané, uma entidade “conhecida pela sua especialidade em investir com um ‘estilo de eventos’ (event), ou seja, procurar empresas que estejam a passar por um evento corporativo, como alterações na estrutura acionista ou na gestão, e que por esse facto esteja a ser incorretamente avaliada pelo mercado”, explica. Assim, “aliando estes dois estilos distintos de investimento ao facto de ser um fundo multiativos, a carteira tem apresentado um desempenho bastante interessante em termos de retorno e risco incorrido”, destaca Rui Castro Pacheco.

Oito em dez

A lista de fundos mais subscritos do Banco Best apresenta, assim, uma maior preponderância dos fundos do segmento acionista, sendo que as preferências neste segmento recaíram sobre o sector tecnológico e continente europeu. Os fundos que investem no sector tecnológico são os fundos generalistas BlackRock World Technology e o Franklin Technology, e um mais específico, o Allianz Global Artificial Intelligence, “que se dedica a procura empresas que estejam a desenvolver tecnologias relacionadas com a inteligência artificial”.

Do lado do continente europeu, o Jupiter European Growth, o MFS European Value e o Oddo BHF Avenir Europe são os produtos que marcam presença nesta lista. O primeiro “procura médias e grandes empresas com fortes indicadores de crescimento”, enquanto que o segundo “procura empresas de maior dimensão que estejam numa fase mais estável e que tenham avaliações mais baixas, logo mais valor (value)” e o terceiro “procura pequenas capitalizações que possam vir a ser grandes empresas do futuro”.

Por fim, Rui Castro Pacheco destaca, ainda, a presença do Morgan Stanley Global Opportunity, um fundo genérico e global, e o Alger Small Cap Focus, que procura pequenas capitalizações americanas.

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