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Abre-se a porta ao universo chinês


TRIBUNA da equipa de ações asiáticas da Schroders. Comentário patrocinado pela Schroders.

O anúncio recente dos fornecedores de índices MSCI e FTSE da inclusão de ações A chinesas nos seus respetivos índices globais revela a divergência que existe entre o papel da China na economia mundial e o seu escasso peso nas carteiras globais. Após o anúncio, consideramos que as ponderações destas ações deverão aumentar e a exposição a mercados emergentes, em geral, nas carteiras terá um peso mais significativo.

Para o MSCI, a solidez do esquema Stock Connect como um canal de acesso a estas ações, e o Daily Quota Limit e a liquidez da divisa chinesa são suficientes para permitir que o fator de inclusão ultrapasse os 5% atuais. O facto de que o limite diário do Stock Connect quadruplicou, a redução significativa das suspensões de negociação e outras melhorias na acessibilidade do mercado levaram a que se solicitasse uma ampliação do fator de inclusão antes do que muitos esperavam.

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Por sua vez, o FTSE anunciou que as ações A chinesas disponíveis através da via Northbound Stock Connect terão o estatuto de Mercado Emergente Secundário, começando com a revisão semestral do FTSE Global Equity Index Series (GEIS) em junho de 2019. A inclusão terá em conta os componentes do FTSE China A Stock Connect Index, e irá incluir valores dos segmentos de empresas de grande, média e pequena capitalização. A implementação irá ser realizada em três partes em junho e setembro de 2019 assim como em março de 2020.

É certo que, embora utilizemos os índices como referência, uma vez que procuramos oferecer rentabilidades sólidas e ajustadas ao risco, as implicações destes anúncios de inclusão nos índices para a estruturação das nossas carteiras na nossa gama de ações chinesas são muito limitadas. Isto deve-se ao nosso estilo de investimento bottom-up, ativo e centrado em fundamentais que nos fazem focar em identificar valores atrativos.

No entanto, a estimativa de que a acessibilidade ao mercado de ações A irá melhorar consideravelmente é relevante, embora se continue a procurar alcançar avanços e melhorias maiores. Com o aumento da propriedade e da participação estrangeira, isto irá continuar a promover alterações de forma gradual, incluindo uma maior institucionalização do mercado destas ações e promovendo a melhoria dos padrões e o bom governo. As nossas análises internas já tinham começado a evidenciar uma alteração que apontava para uma maior importância dos fatores fundamentais no mercado doméstico de ações A desde o lançamento do esquema Stock Connect. É de esperar que isto continue, à medida que o mercado se vai consolidando e continuando a abertura ao capital estrangeiro. A Northbound Connect, que é dinheiro que flui do mercado offshore para o onshore, é valorizada agora nos 46.000 milhões de dólares.

Como stock pickers ativos e focados em fundamentais, vemos estes avanços como algo positivo e construtivo. O mercado de ações chinês alberga um universo dinâmico e atrativo daquilo que podemos identificar como várias oportunidades de investimento e diamantes em bruto de grande interesse. Trata-se também de um universo que vai continuar a evoluir. O desempenho do mercado e a confiança deram mostras de fragilidade recentemente, oferecendo pontos de entrada possivelmente atrativos também da perspetiva das valorizações. Apesar dos vários obstáculos, que incluem o ajuste interno e a desaceleração da economia, assim como desafios no plano do comércio estrangeiro, os aspetos estruturais positivos que a China apresenta mais no longo prazo continuam a ser atrativos para os investidores que procuram aumentar a sua exposição ao gigante asiático a longo prazo.

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