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A segunda metade do ano pelos olhos da Popular Gestão de Activos


Os primeiros seis meses do ano já foram ultrapassados e é hora de olhar para os restantes seis meses. Que cenários estão em equação e de que forma serão as estratégias afetadas por essas conjunturas? Na Popular Gestão de Activos acreditam que os próximos seis meses serão de “fortalecimento do crescimento na maior parte dos países desenvolvidos, com exceção do Reino Unido”. Isto porque o Brexit deverá levar a um menor investimento das empresas, fazendo com que o Reino Unido sinta um abrandamento económico. Do lado das economias emergentes, esperam uma “estabilização ou mesmo recuperação, estando esta última dependente de que a recente correção no preço das commodities não se agrave e de que exista uma certa estabilização – ou recuperação – nos preços”.

Em termos de incerteza política, são vários os eventos que poderão ser decisivos. Um deles deverá ser as eleições legislativas na Alemanha, ainda que seja “expectável que Merkel acabe por vencer as eleições frente ao antigo presidente do parlamento europeu, Martin Schulz”, preveem na entidade. Por outro lado, afastam a possibilidade de “Hard Brexit” no Reino Unido, tendo em conta a perda de maioria no parlamento britânico por parte de Theresa May. Nos Estados Unidos, por sua vez, o foco será “a capacidade de concretização das promessas eleitorais por parte de Donald Trump, sobretudo os cortes de impostos para as empresas e particulares e a criação de um programa de investimento em novas infraestruturas”, destacam os profissionais da gestora.

No que diz respeito à política monetária, do lado do Banco Central Europeu a expectativa é de que não haverá um aumento das taxas de juro, sendo que o BCE irá optar “por manter as taxas de juro de referência nos valores atuais”. Quanto ao programa de compra de ativos, acreditam que a diminuição do montante mensal estará dependente “da evolução da economia da Zona Euro, mais especificamente do comportamento da inflação”. Do lado da Fed a perspetiva é de que a subida gradual das taxas de juro se mantenha, uma vez que a economia tem dado boas respostas, ainda que acreditem que exista “apenas mais um aumento da taxa de referência da Fed em 2017”. Por outro lado, em 2018 os mercados poderão ser surpreendidos “pelo número de subidas da taxa de referência, o qual deverá ser superior ao que os mercados esperam neste momento”, revelam.

Tendo em conta o cenário expectável, na entidade a estratégia passará “por uma maior aposta nos mercados acionistas e com maior enfâse na Europa”. Esta abordagem tem por base uma expectativa de maior valorização dos ativos acionistas face aos obrigacionistas e de que é na Europa que se encontram os ativos mais baratos em termos de múltiplos, “para além de ser a área onde o crescimento económico pode acelerar mais face à sua evolução recente”, destacam. Quanto aos riscos principais, para além dos já referidos, destaca-se a possibilidade de um colapso no preço do petróleo devido à “dificuldade na manutenção do corte de produção acordado entre os países da OPEP e a Rússia”.

Fundos a ter em conta nos próximos seis meses

Tendo em conta a expectativa otimista em relação às ações, na entidade destacam os fundos Popular Ações, um fundo de ações europeias, e o Popular Global 75, um fundo multiativo agressivo, para um contexto de baixa aversão ao risco. Do lado oposto, ou seja, para clientes mais conservadores, os fundos a ter em conta são o Popular Global 50 (fundo multiativo equilibrado) e o Popular Global 25 (multiativo defensivo).

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