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"A revisão da selecção passa pelo acompanhamento regular do desempenho do fundo"


 

1. Que peso tem, no seu processo de selecção de fundos, a análise quantitativa face à análise qualitativa?

O nosso processo de selecção de fundos tem por base a escolha de características que nos permitam complementar e potenciar a gestão de activos proprietária. O binómio análise quantitativa/ análise qualitativa acaba por se reflectir num estudo prévio por parte dos nossos gestores de quais os temas de investimento mais interessantes e consistentes. As ferramentas utilizadas passam por filtros de séries económicas de baixa e média frequência, por métodos padrão de análise técnica e pelo acompanhamento relativo de vários indicadores monetários a nível global. O resultado deste procedimento (que tem uma forte base quantitativa) é a estruturação sistemática de um enquadramento geral em que a nossa preferência por determinados investimentos tem um suporte fundamental sólido. O processo de selecção de fundos leva em consideração a politica de investimento do fundo, os desvios de rentabilidade do fundo face ao seu benchmark, o acompanhamento de várias medidas de risco, a consistência de desempenho em anos positivos e negativos e a equipa de gestão do fundo.

2. Uma vez escolhido o fundo, como faz a revisão dessa selecção, de forma pontual ou através de um processo regular e definido? Quais os critérios mais ponderados para deixar de recomendar um fundo?

A revisão da selecção passa pelo acompanhamento regular do desempenho do fundo em termos absolutos e relativos, procurando perceber rapidamente quais as razões para eventuais desvios pontuais face às nossas expectativas iniciais. A manutenção de recomendação de um fundo está dependente da adequação da politica de investimento do fundo com o nosso enquadramento geral de base definido aquando da sua escolha, ou seja, alterações de politica de investimento ou alterações do nosso enquadramento geral de base, em princípio, terão como consequência uma reavaliação dos fundos preferidos. Um desvio relativo violento não explicado pela equipa de gestão poderá também originar uma alteração das nossas preferências.

3. Em 2008, muitos fundos tiveram problemas de liquidez, tendo sido mesmo encerrados. Perante essa experiência, alterou o seu processo de selecção ou passou a dar mais importância ao factor liquidez?

O nosso processo de selecção levou sempre em consideração a facilidade de implementação de resgates dos fundos, pelo que não se pode falar num aumento da importância do factor liquidez.

4. Até que ponto um bom ou mau serviço de uma gestora afecta a selecção de fundos da mesma? 

A questão do serviço é também importante no processo de selecção de fundos. A análise histórica de rentabilidade de um fundo pode ser feita pelos nossos gestores, a selecção e acompanhamento de um fundo pode ser feita pelos nossos gestores, mas o maior ou menor acesso à equipa de gestão, ou o acesso a alterações estruturais na politica de investimento depende da gestora. Não sendo decisivo, é um factor importante.

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