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"A reestruturação do grupo serviu para melhorar a qualidade do serviço prestado ao cliente"


Combinar a oferta de fundos de gestão activa, gestão passiva e estratégias alternativas com o objectivo de ser agnóstico em termos de produtos e oferecer ao cliente o que melhor se adapta às suas necessidades. Esta será a linha de orientação que, findo o processo de reestruturação, o Deutsche Asset & Wealth Management seguirá para continuar a crescer no futuro. "A reestruturação do grupo serviu para melhorar a qualidade do serviço prestado a investidores cada vez mais sofisticados e que exigem soluções globais na sua constante busca de activos que gerem rendibilidade", assegura Michele Faissola, director na entidade. 

Num evento realizado em Frankfurt, onde anunciou oficialmente a reestruturação da Divisão Deutsche Asset & Wealth Management, Faissola quis deixar bem claro qual vai ser a nova filosofia do grupo após a integração e que, no fundo, se resume a "posicionar o cliente no centro de tudo". Neste sentido, o processo pelo qual a organização está a passar vai permitir uma maior eficiência no atendimento às solicitações dos clientes. Por esse motivo, o objectivo principal da entidade será a consolidação do negócio. Na verdade, a empresa irá centrar-se no crescimento orgânico. "Estamos atentos a qualquer oportunidade que possa surgir, ainda que não seja esse o nosso objectivo". 

Numa p regional, os Estados Unidos e a Ásia são as regiões onde se irá concentrar a estratégia de crescimento. Para isso, o responsável máximo da empresa sabe bem que existe apenas um caminho: "rendimento, rendimento e rendimento". Na sua opinião, vivemos num ambiente de mercado em que só interessa vencer e, como tal, apenas se pode competir com produtos que ofereçam resultados melhores do que a concorrência, com comissões justas e, sobretudo, transparentes. "O facto de ser uma empresa de grande dimensão permite contar com profissionais de grande talento, capazes de oferecer alfa aos clientes. É um traço claramente diferenciador da empresa", garante. 

Segundo Anshu Jain, Copresidente do Deutsche Bank, "o cliente necessita de uma plataforma e de uma presença internacional. Muitas empresas não partem dessas condições iniciais. Temos o necessário para sermos um actor global". E define a empresa alemã como "uma das mais bem capitalizadas do mundo que, não só conseguiu fazer crescer os lucros, como também – e mais importante – conseguiu reduzir os custos, graças ao processo de integração empreendido. É isto que permite obter um crescimento a longo prazo", afirma. No seu entender, as oportunidades estão tanto nos países desenvolvidos como nos emergentes. "Nos países desenvolvidos existem necessidades de investimento a satisfazer; nos emergentes, é o forte crescimento que cria essas oportunidades", explica. 

Por conseguinte, é crucial detectar correctamente as tendências. Por exemplo: quase 50% das captações registadas em fundos cotados pertencem a ETF que replicam índices que não se regem pelas normas rígidas impostas pela capitalização bolsista. O Deutsche Asset & Wealth Management está ciente de que este crescimento acentuado responde a uma procura real do cliente e, por isso, será esse o caminho que seguirá para desenvolver a sua oferta de produtos de gestão passiva – uma unidade de negócio com fortes perspetivas de crescimento. De facto, está previsto um aumento dos activos sob gestão nesta área de mais de 50%, passando dos 98.500 milhões de euros em 2012 para 150.000 milhões de euros em 2015

Quanto aos produtos de gestão activa, o Deutsche Asset & Wealth Management contava no fim do ano passado com um património de 529.000 milhões de euros, metade dos quais estavam aplicados em produtos de obrigações e 16% em fundos de acções. Para continuar a crescer neste segmento, a empresa apostará, como estratégia de dividendos, nos produtos de acções europeus e, em particular, alemãs, bem como nos produtos de obrigações globais, tanto de mercados emergentes como de mercados desenvolvidos. "Para isso, procuraremos oferecer, aos nossos clientes, produtos que gerem alfa de uma maneira consistente e que, além disso, ofereçam estratégias inovadoras", assegura Wolfgang Matis, director da área de gestão activa. 

A empresa alemã enveredou pela reestruturação do grupo para se manter competitiva num contexto cada vez mais global. "Ter um produto particularmente relevante tornou-se algo muito importante num ambiente de mercado que oscila bruscamente entre períodos de maior e de menor aversão ao risco", observa Dario Schiraldi, director global de clientes do Deutsche Asset & Wealth Management. Na sua opinião, o conhecimento local, o acesso local e o facto de contar com uma plataforma estável através da qual pode investir são aspectos que o cliente valoriza especialmente. "A integração permitiu-nos edificar uma organização optimizada e centrada no cliente", declara este responsável. 

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