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À procura de um rendimento estável


Eis a questão para investidores à procura de um rendimento estável. Valerá a pena continuar a investir nos mercados de fixed income, onde cerca de 25% dos mesmos oferecem rentabilidades negativas, inclusivamente no que se refere à dívida soberana europeia?  Esta situação é um sintoma das tendências desinflacionistas e abrandamento económico. A fim de contrariar estas tendências negativas, o Banco Central Europeu continua com a política de manter os juros baixos através de compras diretas de obrigações.  Inicialmente foi através de dívida soberana, como a dívida portuguesa, e recentemente foi anunciado que incluiriam obrigações de empresas com rating de "Investment Grade" na lista de compras. O efeito de tudo isto é que as rentabilidades se vão manter muito baixas do médio ao longo prazo.

Em geral, as yields deveriam compensar o investidor por riscos de incumprimento e outros fatores que afetam os preços das obrigações, como uma subida inesperada  da inflação. Atualmente, as valorizações das obrigações, principalmente na Europa, incorporam uma conjuntura económica que continua no mesmo caminho, isto é, numa situação de crescimento baixo e inflação inexistente. Após vários anos de rentabilidades positivas no mercado de fixed income em geral, é provável que o este continue a proporcionar retornos e oportunidades para conseguir ganhos de capital. No entanto, matematicamente, isto só será possível se a política monetária favorecer juros ainda mais negativos.

Apesar desta conjuntura complicada para  investidores à procura de rentabilidades, existem oportunidades no mercado. Vemos oportunidades, por exemplo, no mercado americano, principalmente em "high yield".

O cupão médio num índice de High Yield Global paga atualmente 6.5% e rende acima dos 7%.  A yield tinha atingido em fevereiro uma alta de 9%, devido a receios de abrandamento da economia global, com base na queda dos preços de matérias primas. Claro que isto não vem sem riscos. O maior risco vem da decisão tão esperada do banco central norte-americano - a Federal Reserve - sobre a subida das taxas de juro. As expectativas, no final de 2015, apontavam para quatro subidas de juros.  Mas este acontecimento está a ser adiado devido às condições macro económicas que ainda não indicam um forte relançamento da economia.

Na gestão do fundo Mirabaud Strategic Bond, preferimos uma baixa volatilidade, mas com uma postura decente perante o mercado de "high yield" americano.

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