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A probabilidade de que a Fed suba taxas em junho colapsa


A Fed subirá ou não as taxas de juro em junho? Esta é a pergunta “para queijinho” que os investidores tanto querem ver respondida. Os investidores acreditam maioritariamente que Janet Yellen não o fará. A probabilidade de que o faça, medida pelo mercado de futuros, reduziu-se de 22% para 4% como consequência do último relatório publicado pelo U.S. Bureau of Labor Statistics, que anunciava que a economia americana tinha criado 38.000 postos de trabalho no mês de maio, uma soma muito inferior aos 158.000 empregos que o consenso esperava. “Apesar de não ser um dado isolado que marque a tendência, é suficiente para colocar a Fed em alerta. O relatório faz com que pareça cada vez mais improvável que se aplique uma subida de taxas em junho. A venda massiva de ações e o aumento dos mercados do Tesouro na passada quinta-feira sugerem que o mercado interpreta as más notícias como tal, e que a Fed não aplicará uma subida de taxas este verão a menos que os próximos dados publicados reflitam um fortalecimento da economia norte-americana”, asseguram da J.P. Morgan AM.

A taxa de desemprego reduziu-se de 5,0% para 4,7% e a taxa de participação caiu até aos 62,2%. No entanto, a população ativa reduziu-se em 820.000 pessoas nos últimos dois meses, depois de ter aumentado em 2,4 milhões durante o semestre anterior. Esta contração da participação, em conjunto com uma significativa redução do número de desempregados, provocou uma vincada queda da taxa de desemprego durante o mês passado. “Apesar da decepção causada pelo relatório, provavelmente reflete uma certa compensação depois de um período de forte crescimento do emprego durante o último semestre. A economia está a ficar sem  trabalhadores à medida que se aproxima do pleno emprego e, apesar do mercado de trabalho continuar a endurecer-se, já não se observa um fortalecimento. Por outro lado, apesar da criação de emprego ser provável que aumente nos próximos meses, será importante controlar se a debilidade dos lucros corporativos está a começar a supor um obstáculo para ele”, explicam da entidade.

No entanto, existem entidades que se mostram convencidas de que a probabilidade de afinal aconteça uma subida de taxas em junho é muito elevada. Uma delas é a Groupama AM. Justificam-no por causa do último discurso feito por Janet Yellen, no qual a presidente da autoridade monetária se mostrou bastante cautelosa. Yellen considera que os maus dados de emprego de maio são, provavelmente, transitórios. Implicitamente isso supõe a publicação de pelo menos outro relatório de emprego para confirmar os dados. Uma subida das taxas em junho é mais provável e vemos como a presidente da Fed deixou de utilizar as palavras que empregou na sua intervenção do passado dia 27 de maio, na qual se referia que um endurecimento da política monetária teria lugar nos próximos meses. A Fed mantém um cenário central coerente com duas subidas em 2016. O seu cenário central continua a ser de um crescimento norte-americano acima do seu potencial e reconhece que o contexto financeiro e o contexto global melhoraram”, assinalam da entidade.

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