A pandemia como catalisador da disrupção a longo prazo


(TRIBUNA de Wesley Lebeau, gestor de carteiras temáticas da CPR AM, Amundi. Comentário patrocinado pela Amundi.)

Sem tempo para encontrar o Norte, o mundo inteiro teve de repensar a sua rotina diária com um único horizonte temporal: o aqui e agora. Uma vida vivida remota e indiretamente através dos ecrãs que estão presos por um fio: a Internet. Os preços do petróleo caíram, ao mesmo tempo que a procura por serviços de videoconferência explodiu. A rede Wi-Fi converteu-se no combustível que nos move.

Investir hoje no mundo de amanhã tem sido o cartão de visita da nossa estratégia Global Disruptive Opportunities, desde o seu lançamento em 2016, através da qual temos procurado aproveitar as oportunidades a longo prazo criadas pelas empresas que desafiam a ordem estabelecida e pensam em novas formas de fazer as coisas.

Em poucas semanas, o ritmo da inovação foi acelerado. Na nova realidade, que parece ter vindo para ficar, encontrámos novas formas de fazer as coisas na telemedicina, no ensino remoto, no entretenimento em casa e noutras áreas. As previsões a longo prazo passaram para o presente.

Carteiras em confinamento: rentabilidade impulsionada pela economia doméstica

Depois de um período no qual a principal pergunta nos mercados era “Em que medida a carteira está infetada?”, surgiu uma nova retórica e a pergunta do momento é: “Como é que a carteira pode beneficiar?”.

Neste sentido, a nova economia doméstica está a criar novos focos de procura devido às necessidades de trabalho, saúde, educação e entretenimento em casa; e, por isso, continuámos a aumentar a nossa exposição ao tema da casa nas áreas que acreditamos que vão sofrer uma mudança social permanente, como o segmento do teletrabalho (centros de dados, cibersegurança e infraestruturas de comunicação).

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Tendo isto em conta, reforçámos a carteira com uma nova empresa que atua na área do ensino em casa; e aumentámos consideravelmente a exposição às fintech, especialmente no segmento dos pagamentos, que tinha sofrido uma degradação resultante da queda nos volumes de transações associadas às medidas de confinamento. Agora, os consumidores evitam os pagamentos em dinheiro e mudaram rapidamente para a utilização do pagamento digital ou contactless, o que se traduzirá num aumento do volume de transações nos próximos meses. Por último, beneficiámos de alguma valorização no segmento do entretenimento em casa, incluindo videojogos, que se mostrou bastante resiliente.

Antes, durante e depois do confinamento: porquê investir em disrupção?

A nossa estratégia Global Disruptive Opportunities conseguiu criar valor ao longo de diferentes ciclos de mercado. E a resiliência do processo também foi evidente no primeiro trimestre de 2020, num cenário de fortes correções e volatilidade. Nas últimas semanas, surgiram algumas oportunidade para reorientar a carteira na direção de tendências em aceleração e para selecionar novas empresas. O momentum ainda está a favorecer a estratégia.

Os choques e as recessões impulsionam a mudança e, muitas vezes, criam pontos de viragem das tendências ou acentuam as existentes. As estratégias que se baseiam na disrupção serão as mais beneficiadas; há empresas bem capitalizadas e com modelos de negócio ou capacidades tecnológicas que lhes permitem tirar partido das disrupções do mercado e das alterações de comportamento para conquistarem uma maior quota de mercado. Essas empresas têm condições para ficarem melhor posicionadas após um choque do que estavam antes.

Uma abordagem diversificada para navegar contra ventos e marés

O fundo CPR Invest-Global Disruptive Opportunities oferece um ponto de entrada único para aceder a cerca de 30 subtemas disruptivos agrupados em quatro dimensões: economia digital, ciências da vida e da saúde, indústria 4.0 e ambiente. Esta abordagem única, que consegue reunir os segmentos de mercado mais disruptivos, adapta-se perfeitamente ao contexto atual. A diversificação através de diferentes perfis de disrupção, desde pure players que impulsionam a disrupção até empresas já estabelecidas que conseguem adaptar-se com sucesso à mudança, assegura um perfil de risco/rentabilidade equilibrado, capaz de suportar diferentes condições de mercado e proporcionar várias fontes potenciais de alfa.

A nossa abordagem oferece uma exposição completa e global ao ecossistema disruptivo, isto é, uma oportunidade para investir e tirar partido de todas as tendências que geram oportunidades.

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