Morningstar lança uma ferramenta para classificar o risco de carbono dos fundos


A Morningstar anunciou, no âmbito da sua conferência anual de investimentos no Reino Unido realizada em Londres, uma nova ferramenta com a qual pretende ajudar os investidores a avaliar a exposição dos fundos ao risco de carbono que tenham em carteira. A ferramenta em questão chama-se Morningstar Portfolio Carbon Risk Score (Pontuação de Risco de Carbono) e, como o seu nome indica, oferecerá pontuações para avaliar a importância deste risco. Com este lançamento, a Morningstar continua a aprofundar a sua aposta no investimento sustentável, graças a outras ferramentas como o seu Rating de Sustentabilidade, com o qual começou a classificar fundos em 2016 com critérios ESG.

A Morningstar irá distribuir inicialmente a Pontuação de Risco de Carbono a aproximadamente 30.000 fundos em todo o mundo, e as pontuações oscilarão entre altas e baixas, com uma pontuação mais baixa, sugerindo um menor risco de exposição ao carbono dentro de uma carteira. Desta forma, aquelas carteiras que apresentem pontuações baixas de risco de carbono e baixos níveis de exposição a combustíveis fósseis irão receber a Morningstar Low Carbon Designation (Designação de Baixo em Carbono), para ajudar os investidores a identificar rapidamente os fundos com baixa intensidade de carbono.

A Morningstar calcula a Pontuação de Risco de Carbono, baseando-se nas avaliações de risco de carbono a nível de empresa realizadas pela Sustainalytics, um dos principais fornecedores independentes de classificações e análises de ESG e corporate governance. Este dado enquadra-se dentro de um conjunto de 70 Morningstar Portfolio Carbon Metrics, que incluem a Intensidade em Carbono, a utilização de Combustíveis Fósseis e Soluções Verdes.

Que classes de fundos são as que tendem a ter uma pegada mais baixa de carbono? Segundo a análise da Morningstar, entre as estratégias diversificadas de ações de mercados desenvolvidos, são os fundos europeus excluindo Reino Unido que geralmente têm a pontuação de risco de carbono mais baixa, enquanto que os fundos que investem na região Ásia ex-Japão representam a mais alta e os que investem em Estados Unidos estão no meio. Segundo esta análise, normalmente as estratégias de ações de mercados emergentes diversificados tendem a ter pontuações de risco de carbono mais altas.

“Os investidores estão à procura de formas de reduzir o risco de carbono nas suas carteiras e podem utilizar a pontuação de risco de carbono para avaliar o risco relativo que têm os fundos em regiões diferentes”, comentou Jon Hale, diretor de análises de sustentabilidade de Morningstar, sobre esta nova ferramenta. Este acrescenta que, graças à análise desenvolvida pela consultora, os investidores poderão encontrar opções de fundos baixos em carbono “em praticamente todos os estilos de investimento e regiões”.

Metodologia

A Morningstar calcula métricas de carbono trimestralmente para qualquer fundo que tenha pelo menos 67% dos ativos da sua carteira abrangido pela análise de risco de carbono do fornecedor Sustainalytics a nível de empresas individuais. A Pontuação de Risco de Carbono da carteira é a soma ponderada pelos ativos das pontuações de risco de carbono das empresas incluídas na carteira, com a média ao longo dos últimos 12 meses e mostrada como um número que começa desde o zero, com uma pontuação mais baixa, indicando um menor risco de carbono.

O dado de Participação de Combustíveis Fósseis da Morningstar representa a percentagem de posição ponderada dos ativos de uma carteira aos combustíveis fósseis, com a média nos últimos 12 meses. A Designação de Baixo em Carbono baseia-se na Pontuação de Risco de Carbono do fundo e a sua percentagem de Participação de Combustíveis Fósseis. Para receber a Designação de Baixo em Carbono, um fundo deve ter uma Pontuação de Risco de Carbono abaixo de 10 e uma Percentagem de Participação de Combustíveis Fósseis inferior a 7% dos ativos.

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