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A mescla de temas que está a marcar a semana


Depois da desilusão provocada pelo BCE, numa Europa que vai andando de crise em crise, o mercado aguarda agora a Reserva Federal, num mercado agitado e tenso, contrastando com a época Natalícia que vivemos.

Depois da crise do Euro, da dívida soberana, dos problemas na Grécia e da crise dos refugiados, a Europa é tomada agora de assalto pelo temor do terrorismo.

Como se não bastassem os problemas inerentes ao abrandamento global da economia, o regresso do espectro do terrorismo, pelas mão do Daesh, e a tensão latente entre a Rússia, Turquia e a Nato, ameaça modificar para sempre o ideal europeu.

Depois das divergências demonstradas entre países do norte da Europa e os da periferia na questão da dívida, onde ficou bem patente a necessidade de convergência das políticas económicas entre os países membros, a crise dos refugiados e os atentados terroristas ocorridos recentemente podem alterar a maneira como os Europeus entendem o projecto Europeu.

A vitória da Frente Nacional nas eleições regionais Francesas, que assenta a sua estratégia numa retórica nacionalista e anti-imigração, é simbólica e pode significar efectivamente um aumento de tensão em relação aos imigrantes.

A Frente Nacional tem a sua estratégia assente numa política anti-imigração, anti-União Europeia e anti-Islão.

A aversão ao risco domina o mercado financeiro neste final de ano, com o Dólar a perder terreno em toda a linha.

O membro do BCE, Ewald Nowotny, ao afirmar que o mercado tinha expectativas absurdas quanto à acção do BCE, deu maior suporte ainda à subida do Euro face ao Dolar até perto dos 1.10.

No alinhamento de estratégias para a semana que vem e para a possibilidade de subida de taxas nos Estados Unidos, temos que, na China, o Yuan desceu pelo quinto dia consecutivo, aproximando-se do nível atingido em agosto passado, aquando da desvalorização, e uma intervenção por parte do Banco Central não pode ser colocada de parte.

A divisa chinesa tem estado em queda livre desde que o FMI permitiu a sua inclusão no seu conjunto de divisas de reserva.

A queda do preço do petróleo para mínimos de 7 anos, resulta da falta de entendimento entre os membros da OPEP.

Os membros do cartel que representa 40% da produção mundial não se entendem quanto à possibilidade de condicionar o preço através da redução da produção.

Em maio de 2014 ficou estabelecido que a cota oficial se iria situar nos 30 milhões de barris diários, mas actualmente já se produz um milhão e meio de barris mais e agora parece que a política que vai ser seguida vai ser a de "cada um por si".

O argumento mais forte para esta queda do acordo de produção tem a ver com o facto de ao contrário dos membros do cartel, quer a Rússia quer os Estados Unidos não terem nenhum tecto para a extracção diária do "ouro negro".

O avanço de novas técnicas de produção, não convencionais, reduziu o protagonismo da OPEP, e agora com esta falta de acordo, com cada um dos países membros a ter a possibilidade de colocar a quantidade de petróleo que entender no mercado, a elaboração do preço do petróleo vai entrar num novo período.

O preço de petróleo irá deixar de ser comandado através do aumento ou diminuição da oferta, antes irá prevalecer a procura.

O preço quando subir irá ser necessariamente pelo incremento da procura. A queda das reservas de crude nos Estados Unidos, pela primeira vez em quase 3 meses, aliviou um pouco a pressão para o preço descer, mas a tendência de descida deverá continuar nos próximos tempos.

(Imagem: @Doug88888, Flickr, Creative Commons)

 

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