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“A indústria financeira tem capacidade para mover interesses"


Com seis escritórios espalhados pela Europa, a Political Intelligence apresenta-se como sendo o principal grupo independente de public affairs no velho continente. A empresa de lobby, agora também presente em Lisboa, em entrevista à Funds People Portugal, contou como actua na área financeira.

Os sócios directores do grupo internacional não têm dúvidas de que “a indústria financeira tem capacidade para mover interesses e fazer frente às iniciativas que afectam o seu negócio”, mas para isso precisam de “uma estratégia de relações institucionais” que apresente resultados.

Durante muito tempo, dizem Javier Valiente e Maria Rosa Rotondo, em Portugal e noutros países da Europa, a aproximação aos políticos era feita apenas através dos representantes das empresas do sectorOs consultores da Political Intelligence trabalham há quase 20 anos em diferentes mercados e com diferentes sectores e, por isso, o grupo lobista diz querer que "também a indústria financeira em Portugal conte com essa experiência e essa metodologia, quando começar a preparar as suas acções de lobby”.

Vantagens do lobby no sector

Os dois sócios do grupo, na área da gestão de activos, destacam os desafios que os fundos de investimento impõem: “o mercado varia em função das políticas económicas e fiscais do Governo, mas também em função das políticas sectoriais que têm um impacto directo nas áreas estratégicas de investimento, como a imobiliária ou a energética, por exemplo”, dizem.

Quanto às vantagens que o lobby pode trazer para uma empresa cotada ou para um fundo, Javier Valiente e Maria Rosa Rotondo, não têm dúvidas ao responder que são muitos os benefícios - “as empresas cotadas devem garantir que a regulamentação em vigor lhes permite desenvolver a sua actividade num contexto estável e razoável”, afirmam. Já no que diz respeito aos fundos de investimento os profissinais do grupo empenham-se em conseguir a estabilidade jurídica que beneficia os investimentos.

Muitas vezes o lobby é conotado com alguma negatividade e, por isso, os dois directores reiteram que “a intervenção do lobista é positiva se ajudar a canalizar o conhecimento e a experiência, no momento adequado e na maneira adequada, para que se transmitam mensagens muito concretas ao legislador”.

Legenda da foto: Maria Rosa Rotondo (sócia-directora), Javier Valiente (sócio-director), Jorge Silveira Nunes (consultor)

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