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A GAM explica os motivos por trás do afastamento de Tim Haywood


A entidade gestora, que anunciou recentemente a suspensão de Tim Haywood, diretor de investimentos das estratégias de retorno absoluto uncontrained (ARBF), enviou um comunicado aos seus clientes explicando quais os motivos que a levaram a tomar esta decisão.

Depois de realizar uma investigação interna, a GAM conclui que em certos casos Tim Haywood poderá ter falhado ao “não realizar ou demonstrar uma diligência suficiente sobre alguns dos investimentos que realizou, ou em tornar acessíveis documentos internos relacionados”, explicam no comunicado.

Não obstante, da GAM não acreditam que alguma destas ações tenha causado algum prejuízo aos clientes: “Continuamos a avaliar estes investimento e, até à data, não encontrámos danos materiais para os clientes”, argumentam. Além disso, defendem que estes investimentos encaixam nos critérios que se aplicam aos fundos de obrigações de retorno absoluto sem restrições (ARBF).

Por outro lado, a investigação conclui que Haywood “pode ter incumprido algumas das políticas de assinaturas, ao assinar sozinho contratos em que eram necessárias duas assinaturas. Além disso, violou a política de presentes e entretenimento da empresa ao não solicitar a aprovação prévia requerida, e utilizou o seu correio electrónico pessoal para fins profissionais”, justificam.

Em qualquer caso, há que assinalar que a investigação “não encontrou nenhuma prova de que as decisões de investimento de Haywood não estivessem justificadas ou de que houvesse algum conflito de interesses entre ele e os seus clientes”, sublinham no comunicado.

Há que recordar que a GAM anunciou há uns dias a suspensão da negociação dos fundos de obrigações ARBF. Estes fundos receberam solicitações de resgate superiores a 10% dos seus ativos desde que foi comunicada a suspensão de Haywood a 31 de julho de 2018, explicam.

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