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A fotografia do mercado português com a inclusão dos fundos “estrangeiros”


É certo e sabido que o Luxemburgo é um dos maiores polos no que diz respeito à domiciliação de veículos de investimento no mundo. São inúmeras as entidades presentes em território luxemburguês, sendo também inúmeros os produtos que lá estão fixados.

E porque no Luxemburgo também se fala a língua de Camões, existem algumas entidades gestoras de ADN nacional que têm alguns dos seus produtos domiciliados no Grão-Ducado, conforme analisámos por várias vezes. Dito isto, neste artigo procuramos olhar para além destes produtos, tentando compreender de que forma ficaria o ranking das entidades gestoras nacionais se fossem incluídos no seu volume de ativos sob gestão os fundos domiciliados no Luxemburgo, ainda que nem todas tenham presença na região. Vejamos que entidades vêm a sua quota de mercado “engordar” com esta inclusão, inclusão essa que eleva o montante total em ativos sob gestão para cerca de 13.428 milhões de euros.

Através de uma análise preliminar, a conclusão a que chegamos é que a ordenação das entidades sofre poucas alterações, mantendo-se a preponderância dos três principais nomes nacionais. Não obstante, verificamos que a BPI Gestão de Activos ganha terreno à Caixagest, passando de uma quota de mercado de 24,67% para 27,31% com a inclusão do volume de ativos sob gestão por parte da BPI Global Investment Fund Management.

A GNB Gestão de Ativos, por seu turno, quase que duplica a sua quota de mercado com a inclusão do património sob gestão da GNB International Management, passando de uma quota de mercado de 2,95% para 4,70%. Destaque, ainda, para o facto de, com esta inclusão, a Atrium Investimentos surgir como a sexta maior entidade no mercado nacional, apresentando uma quota de mercado de 1,95%.

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Fonte: Morningstar Direct, maio de 2018

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