La Financière de L’Echiquier abre escritório na Península Ibérica


Uma nova gestora internacional que abre escritório na Península Ibérica. Trata-se da francesa La Financière de L’Echiquier, boutique independente com 27 anos de história e um volume de ativos sob gestão que ronda os 10.600 milhões de euros. A empresa, que opera na Península Ibérica há três anos, nomeou Mathias Blandin (na imagem) como responsável de desenvolvimento de negócio para a Península Ibérica, cargo que ocupa há mais de seis anos, mas a desenvolver o seu trabalho a partir de Paris. A partir de agora, Blandin, profissional com mais de dez anos de experiência nos mercados financeiros, irá residir em Madrid, onde a entidade tem a sua sede física, como a Funds People conseguiu saber.

O seu trabalho será o de desenvolver o negócio de uma gestora que na Península Ibérica adquiriu uma grande notoriedade. Não se trata de uma gestora desconhecida. Criada em 1991 por Didier Le Menestrel e Christian Gueugnier, La Financière de L’Echiquier representa uma das primeiras sociedades gestoras independentes de França. Hoje conta com um volume de ativos na Península Ibérica que já ultrapassa os 300 milhões de euros, segundo dados do barómetro da Funds People. Estes ativos estão concentrados essencialmente em fundos mistos e estratégias de ações europeias como: o Echiquier Major SRI Growth Europe que investe em empresas de grande capitalização, o Echiquier Value Euro, investido em empresas de estilo value na Zona Euro. São os seus fundos bandeira na Península Ibérica.

Além disso, a entidade conta com fundos que nos últimos anos se destacaram pelos seus bons resultados, como é o caso do Echiquier Entrepreneurs, o Echiquier Agenor Mid Cap Europe e o Echiquier Convexité Europe. Todos eles são – juntamento com o Echiquier Value. De todos eles, o Echiquier Entrepreneurs é talvez o que melhor representa as capacidades de gestão da La Financière de L’Echiquier, ao ser o universo de investimento que constituiu o elemento central da sua atividade histórica. Este fundo foi notícia no passado dia 1 de outubro, quando foi reaberto a novos investidores. Com 360 milhões de euros em ativos, hoje tem capacidade para receber outros 75 milhões.

Os 28 fundos que a gestora comercializa apresentam vários traços muito característicos. Em linhas gerais, são carteiras concentradas, com um active share elevado e sem restrições setoriais nem por capitalização. Os gestores fazem um trabalho puramente de stock e bond picking, selecionando ativos a partir da análise de 2.700 valores. Dão muita importância às reuniões com os seus diretores (anualmente mantêm aproximadamente 1.100 encontros ou teleconferências com eles). Há mais de dez anos, em todas as carteiras aplicam uma abordagem ISR através de uma metodologia própria de análise ESG, do qual se encarrega uma equipa dedicada de quatro profissionais.

Relativamente à estrutura de capital da gestora, a maior parte do capital está nas mãos dos seus fundadores (54%). Outros 6% possuem os seus funcionários e os 40% restantes são possuídos pela Primonial. No total, na gestora trabalham 127 profissionais. Deles, 36 são gestores e analistas. Os ativos da gestora estão muito diversificados. Neste sentido, 53% do volume que gerem está em fundos de ações, outros 33% em produtos multiativos, 13% em fundos de obrigações e obrigações convertíveis e os 2% restantes em produtos de gestão quantitativa, onde a gestora também conta com um grande conhecimento. Dos mais de 10.000 milhões que dispõem, 82% está na França, enquanto os 18% restantes pertencem a investidores fora do país.

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