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A falta de consenso nas previsões


Depois da crise financeira sucederam-se os erros nas previsões feitas para a economia, muito por causa da incerteza relativa à política fiscal e monetária, o impacto da desalavancagem, e ainda por causa do destino da Zona Euro.

Partindo desta  ideia, Joshua McCallum e Gianluca Moretti, ambos economistas da área de obrigações da UBS Global Asset Management, no seu último Ecomist Insights referem que há ilações a retirar dessas falhas, já que para os dois especialistas os “erros do passado são evidentes”. Relembram por exemplo que nos anos de 2011 e 2013 a economia americana foi mais forte do que aquilo que se tinha previsto, enquanto em 2012 aconteceu a situação contrária. No Reino Unido, as previsões eram demasiado otimistas para 2011, uma situação que se repetiu também no ano de 2012 e 2013.

No que diz respeito à Zona Euro, os dois economistas da UBS “dão a mão à palmatória” e acreditam que “apesar da crise, os analistas fizeram um melhor trabalho na Zona Euro nos últimos anos”.

Que impacto nos ativos?

Estas falhas enumeradas pelos dois economistas, servem simplesmente para chegar a outros erros, e claro, chegar também aos preços dos ativos financeiros. “As previsões para as yields do tesouro em 2011 e 2012 falharam redondamente nas três economias (EUA, Zona Euro, e Reino Unido), e em 2013 ficaram também fora do alvo”,  relembram. Para McCllum e Moretti estes erros não se justificam apenas com a má previsão feita para o crescimento das economias. “Os economistas subestimaram as ações dos bancos centrais, que embarcaram em medidas pouco convencionais, como por exemplo o quantitative easing, com o objetivo de descer as yields do tesouro”.

A perceção do que estava a acontecer foi, no entender dos dois economistas, o “clique” necessário para que as previsões melhorassem em 2013.  “Os economistas estão agora tão mais confiantes em relação ao seu conhecimento sobre o funcionamento das políticas dos bancos centrais, que as previsões das yields a 10 anos para o final de 2014 mostram uma proximidade maior entre os EUA e o Reino Unido”, dizem os especialistas da UBS.

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