A evolução da alocação dos fundos perfilados defensivos em novembro


A partir da habitual distribuição dos fundos perfilados nacionais pelos três perfis de risco, mostramos-lhe a evolução média ao longo dos últimos dois anos através de uma análise que se foca nas classes de ativos e geografias das carteiras médias dos produtos. Para esta análise utilizamos dados da Morningstar Direct, com referência a novembro de 2019. Vale referir que os fundos lançados durante o período em análise apenas são considerados nas médias três meses após o lançamento.

“O mês de novembro refletiu o forte entusiasmo dos investidores impulsionado pela melhoria da conjuntura macroeconómica e pela iminente conclusão da primeira fase do acordo entre a China e os EUA. Nos EUA, a FED, está confiante que o atual nível da taxa de juro diretora, vai permitir suportar a expansão da economia,  não prevendo qualquer corte nas próximas reuniões”, contam na  Optimize IP, através da factsheet mensal do Optimize Capital Reforma PPR Moderado.

No mesmo documento, é mencionado que “C. Lagarde teve o seu primeiro discurso na qualidade de presidente do BCE, alertando desde logo para a necessidade de implementação das várias reformas por parte dos vários governos, afim das atuais políticas ultra expansionistas impulsionarem o crescimento da zona euro”.

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Dado o enquadramento do mercado, a equipa de gestão do Santander Select Defensivo da Santander Asset Management, preferiu manter-se cautelosa ao continuar a apostar na sua “estratégia de refúgio em ativos de menor risco, as obrigações, e diversificando a carteira através de ações dos mercados europeu, asiático e japonês. No final do mês as obrigações representavam 79,5% da carteira, enquanto as ações apenas 10,3% (posição neutral)”, conta Stefano Amato, gestor do fundo.

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Como o gráfico acima indica, na componente de fixed income, os valores por subcategoria mantiveram-se praticamente inalterados face a outubro. Apenas foi verificada uma subida de 0,77% na média da alocação a obrigações soberanas, particularmente graças ao Optimize Selecção Defensiva que aumentou a alocação a estas obrigações em 4,03%.

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Para Pedro Vieira, gestor do IMGA Alocação Conservadora da IM Gestão de Ativos, “os mercados obrigacionistas foram penalizados pela subida das taxas de juro, embora os spreads de crédito tenham estreitado, nomeadamente na componente high yield.” Este poderá ter sido um dos motivos que levou a uma aposta do gestor nas ações da Ásia Desenvolvida e, particularmente, da Ásia Emergente.

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No que concerne a geografias, podemos afirmar que a Ásia Desenvolvida foi a zona que mais viu aumentar a alocação a obrigações. No penúltimo mês do ano, este segmento alocava mais de 5,83% a obrigações da Ásia Desenvolvida quando no mês anterior apenas alocava 0,29%, como se pode comprovar no gráfico acima. Este aumento deveu-se, em particular, graças aos fundos Popular 5 e Popular 25, geridos pela Popular Gestão de Ativos.

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