A entrada de dinheiro mundial em fundos cai no segundo trimestre


O apetite investidor pelos fundos de investimento ressentiu-se fortemente no segundo trimestre de 2018. O fluxo líquido mundial neste período foi de 190.000 milhões de euros, segundo dados da EFAMA. Um forte contraste com os 502.000 milhões captados no primeiro trimestre e um golpe ainda mais duro quando se compara com o mesmo período de 2017, altura em que entraram 574.000 milhões.

Onde as entradas mais se ressentiram foi no segmento de ações, seguido das obrigações. Curiosamente, os fundos que melhor resistiram foram aqueles cuja a aposta assenta nos lados mais extremos da escala de risco. Os monetários e de capital garantido aumentaram o seu ritmo de subscrições, bem como os de imobiliário.

Guilherme_Piedade

Geograficamente, o menor ritmo de entradas foi generalizado na Europa, mercados emergentes, Japão e Canadá. A exceção foi os Estados Unidos, que registou subscrições de 113.000 milhões no segundo trimestre face aos 81.000 milhões do primeiro. Claro que o início do ano chegou com uma queda na indústria americana, uma vez que no último trimestre de 2017 entraram 304.000 milhões de euros.

Em geral, este foi um período de saídas na indústria europeia. No seu conjunto de fundos, na Europa captaram subscrições líquidas de 48.000 milhões (face aos 227.000 do primeiro trimestre). Mas apenas os fundos mistos registaram entradas líquidas. O dinheiro saiu das ações, obrigações e monetários.

Apesar disso, o património em fundos de investimento a nível mundial cresceu cerca de 4,4%, para os 45,65 biliões de euros, no segundo trimestre. Em relação ao tipo de ativos, o maior crescimento foi sem dúvida nas ações. O dinheiro líquido em fundos de ações aumentou cerca de 6,5%, para os 29,2 biliões de euros.

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