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A crise do coronavírus não fará descarrilar a megatendência das mudanças climáticas e do meio ambiente


(TRIBUNA de Thomas Sørensen, gestor de carteiras da estratégia Global Climate and Environment da Nordea AM. Comentário patrocinado pela Nordea AM.)

Não há dúvidas de que o ser humano exerceu uma grande influência sobre o clima, como demonstram claramente as imagens de satélite que comparam as emissões de CO2 das cidades atualmente face aos níveis que apresentavam há um ano. As melhorias na qualidade do ar derivadas das políticas de confinamento aplicadas devido à pandemia de COVID-19 são flagrantes.

Apesar de, neste momento, a pandemia de coronavírus constituir a questão mais relevante à escala mundial, inevitavelmente chegará a um ponto em que vamos retomar uma vida normal. Portanto, é importante não nos esquecermos de que devemos continuar a combater a crise climática.

Felizmente, já existem soluções que contribuem para abordar a luta contra as mudanças climáticas. A nossa estratégia Nordea Global Climate and Environment, que lançámos há mais de 12 anos, centra-se em três âmbitos: nas empresas que operam no segmento da eficiência dos recursos, na proteção do meio ambiente e nas energias alternativas.

Os condutores que voltarem a pegar no volante vão procurar mais carros elétricos

Logicamente, um grande número de componentes da economia mundial viram-se extremamente afetados nos últimos meses. Por exemplo, a cadeia de valor do setor automobilístico sofreu um revés considerável, posto que a condução ficou obviamente num segundo plano durante os períodos de confinamento. Não obstante, continuaremos a necessitar de carros quando voltarmos à normalidade e os consumidores vão continuar a procurar novos modelos elétricos e híbridos. Torna-se evidente que o mundo deixou para trás o diesel.

Uma das principais empresas que possibilitam a eletrificação dos automóveis é a Infineon. A empresa é líder em soluções de semicondutores que se utilizam em grande medida nos setores da automação, nas energias alternativas e outros setores generalistas. Os seus componentes eletrónicos eficientes do ponto de vista energético permitem eletrificar o transporte, a produção de energia renovável e o consumo energético, o que melhora a eficiência dos recursos em numerosos âmbitos.

Além de conduzir, os consumidores também vão regressar progressivamente aos restaurantes. Os aparelhos de cozinha e refrigeração – tanto profissionais como particulares – têm um grande potencial para melhorar a eficiência dos recursos. Ao reduzir os resíduos e empregar uma quantidade menor de energia e água, as cozinhas profissionais e particulares podem minimizar o consumo energético e aforrar quantias consideráveis nas suas faturas de abastecimento.

A tecnologia, aliada dos setores com uma importante estrutura de ativos

Apesar de o elevado nível de digitalização nos setores orientados para o consumidor ser sobejamente conhecido, as denominadas tecnologias de capacitação estão agora a começar a abrir um espaço em setores com uma importante estrutura de ativos, como o industrial, o agrícola e a construção. Isto torna-se extremamente positivo, dado que estes setores figuram entre os principais emissores de CO2.

As soluções de construção inteligentes são essenciais, dado que os edifícios são responsáveis por uma parte considerável das emissões de carbono geradas pelo Homem à escala mundial. Espera-se que esta tendência piore à medida que as populações urbanas aumentarem, especialmente nos mercados emergentes. Garantir que os edifícios em que vivemos e trabalhamos diariamente são mais sustentáveis e menos danosos para o planeta constitui agora uma prioridade.

As soluções englobam desde a otimização do processo de design e construção até aos materiais de isolamento eficientes de uma perspetiva energética, os sistemas de recuperação de calor, a automatização da iluminação e o software de gestão inteligente da energia. Todas contribuem positivamente para a sociedade, dado que ajudam a reduzir os custos operacionais e a pegada ambiental dos imóveis.

O consumo que respeita o meio ambiente, em voga

O auge do consumo ecológico seguramente acelerará também depois da crise. Os consumidores procuram de forma crescente produtos orgânicos e naturais e não querem que o consumo tenha repercussões negativas para o meio ambiente. Com o fim de aproveitar a crescente tendência do consumo ecológico, investimentos em diferentes empresas de ingredientes naturais e com uma embalagem sustentável. Estes provedores de soluções são catalisadores chave desta tendência, e acreditamos que estas empresas vão registar um sólido crescimento.

A empresa irlandesa Kerry Group é especializada na provisão de ingredientes naturais para substituir os aditivos artificiais. As empresas alimentícias de marca querem dar resposta ao desejo dos consumidores de adquirir alimentos ecológicos, saudáveis e preparados. Isto faz com que levem a cabo um processo de “etiquetagem limpa”, tendo em conta que as pessoas sabem o que estão a comer. Torna-se provável que se intensifique a inovação neste âmbito, apesar de poucas empresas poderem proporcionar ingredientes naturais que não alterem o sabor e a textura dos produtos. O exaustivo processo de know-how da Kerry neste sentido permite-lhe oferecer aos clientes as soluções de que precisam.

Investir em soluções contra as mudanças climáticas constitui uma decisão racional tanto para os consumidores como para as empresas. Além disso, a maioria dos participantes do mercado subestima e estuda de forma insuficiente o efeito da temática climática e do meio ambiente como catalisador dos cash flows das empresas. Apesar da gravidade da crise que estamos a presenciar atualmente, temos a firme convicção de que a pandemia de COVID-19 não porá em perigo a megatendência das mudanças climáticas e do meio ambiente.

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