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A alocação da gestão de patrimónios nacional no final de fevereiro


A Associação Portuguesa de Fundos Pensões e Património (APFIPP) divulga mensalmente a alocação agregada das carteiras das entidades gestoras de patrimónios suas associadas que representam 90,4% do mercado nacional, segundo dados da CMVM. Os dados de final de fevereiro estarão certamente longe da alocação atual, depois de variações expressivas em todas as principais classes de ativos, mas dão uma ideia de como estavam posicionadas as carteiras antes de se ter atingido o pico de volatilidade mais elevado desde a crise financeira do período 2007-2009.

O perfil conservador das carteiras da gestão de patrimónios nacional é conhecido. O investimento direto em dívida pública representava 47% do total de 56 mil milhões de euros geridos por entidades associadas da APFIPP e esta terá sido a classe de ativos menos afetada pela incerteza que tomou conta dos mercados. Tomando como referência o ETF Monitor da Dolat Capital, a dívida pública em euros, a japonesa e as Treasuries terão variado no ano (com referência a 26 de março), respetivamente, 0,37%, 2,35% e 9,5%.

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Já no que se refere às rubricas de obrigações, estas representam cerca de 26% das carteiras no investimento direto e 5% em investimento indireto (as rubricas de F.I.M. de obrigações poderão incluir dívida pública), o que se configura num total de 31%. Tomando como referência os dados partilhados pela Dolat Capital, no ano, as obrigações terão variado entre -13,7% e -6.12%, conforme estejamos a falar de high yield em dólares ou corporativas em euros, ou -13.9% no caso das obrigações de mercados emergentes.

o investimento direto em ações representava uns meros 3,42% do agregado das carteiras. Se somarmos o investimento indireto (cerca de 5%), falamos de um total de 8,42% de exposição à classe de ativos mais impactada pelos movimentos adversos do mercado. O melhor comportamento year to date, segundo a tabela abaixo, foi das ações japonesas - de -12,95% - enquanto as ações britânicas foram as mais penalizadas, com uma quebra de 25,82%.

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Fonte: Dolat Capital, 27 de março de 2020

Abaixo mostramos também a desagregação das carteiras por domicílio do ativo.

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