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92% dos investidores portugueses dá prioridade aos critérios ASG


No fim de 2018, a AllianzGI realizou um estudo, sob a coordenação da consultora Nielsen, em dez países europeus (Portugal, Bélgica, Espanha, França, Alemanha, Itália, Holanda, Suécia, Suíça e Reino Unido) cada um com uma amostra de 1.000 participantes. Com este estudo a entidade pretendia perceber de que forma os consultores financeiros respondem às preferências dos clientes por investimentos socialmente responsáveis (ISR) e se os clientes europeus estão dispostos a investir em produtos relacionados com a sustentabilidade.

A Allianz revelou, em comunicado, que Portugal, Itália e França são os países que mais se interessam pelos investimentos sustentáveis no momento de investir, e que esta preocupação com a sustentabilidade tem uma maior incidência nas mulheres e nos jovens investidores. Relativamente a Portugal, 92% dos investidores portugueses dá prioridade aos critérios Ambiente, Social e Governança (ASG) e 87% dos inquiridos assume que investiria em fundos com objetivos de desenvolvimento sustentável.

Este estudo demonstrou, também, que 41% dos portugueses inquiridos não tem um consultor financeiro, e entre os que têm 39% revelou que nunca  falou de investimentos sustentáveis com o seu consultor. Entre os investidores mais jovens,  51% não tem um consultor financeiro. Adicionalmente, é de destacar que 64% dos portugueses inquiridos espera que o investimento sustentável tenha um impacto positivo na rentabilidade, e 30% espera que as empresas melhorem as suas políticas nesse campo.

No comunicado da gestora, é também revelado que entre os vários aspetos da sustentabilidade, “a água limpa (99%), a saúde (99%), a educação (98%) e os salários justos (98%) são as áreas que mais interessam aos investidores portugueses, seguidas da luta contra a corrupção (97%), dos direitos humanos e sociais (97%) e o combate às alterações climáticas (97%)”.

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