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721.000.000.000 euros: economia cada vez mais endividada


Recentemente, o Banco de Portugal (BdP) publicou o endividamento do setor não financeiro. No final de 2019, o endividamento era de 721 mil milhões de euros, mais 3,1 mil milhões de euros do que no final de 2018.

O setor público aumentou o endividamento em 2,4 mil milhões de euros e o setor privado aumentou em 0,8 mil milhões de euros.

No setor privado é de salientar que os particulares aumentaram o endividamento em 0,9 mil milhões de euros (0,7 mil milhões de euros contraído junto do setor financeiro), tendo o endividamento das empresas diminuído em 0,1 mil milhões de euros.

Até novembro de 2019, o valor dos empréstimos concedidos a particulares aumentou 1,4% em termos anuais.

O crédito à habitação em Portugal cresceu no mesmo período 0,5%, abaixo do crescimento na zona euro que foi de 3,7% e o crédito ao consumo cresceu 7,8%, acima do crescimento na zona euro que foi de 5,7%.

Até novembro de 2019, o valor dos depósitos de particulares cresceu 4,1% em termos anuais (crescimento de 5,9% na zona euro).

Os empréstimos às empresas não financeiras cresceram anualmente em Portugal até novembro de 2019 cerca de 1,1% (2,6% na zona euro): 3,7% de crescimento nas microempresas, uma variação negativa de 1,8% nas pequenas empresas, uma variação negativa de 0,1% nas médias empresas e um crescimento de 3,1% nas grandes empresas.

A taxa de juro média praticada no crédito à habitação em Portugal em novembro de 2019 foi 1,05%, abaixo do valor médio na zona euro de 1,51%.

A taxa de juro média praticada no crédito ao consumo em Portugal em novembro de 2019 foi de 6,72% (5,51% na zona euro).

A taxa de juro média paga por empresas não financeiras em novembro de 2019 foi de 2,51% em operações até 1 milhão de euros (1,88% na zona euro) e de 1,74% em operações acima de 1 milhão de euros (1,18% na zona euro).

Portanto, o crédito a empresas evoluiu positivamente em 2019, mas aquém do crescimento verificado no segmento de particulares.

A economia evoluiu 2% em 2019, mas tal não foi suficiente para inverter a evolução crescente do endividamento. O país está cada vez mais endividado, o que não é um bom sinal.

O que vale é que não se prevê que as taxas de juro na zona euro subam nos próximos tempos, caso contrário, seria bastante complicado.

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