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2017: O panorama das entidades gestoras nacionais


O panorama das entidades gestoras nacionais sofreu algumas alterações ao longo do ano de 2017, ficando não só marcado por uma maior presença de entidades espanholas em solo português, mas também pelas várias aquisições registadas ao longo do ano.

Por outro lado, o bom momento económico nacional parece ter sido transversal aos fundos de investimento, uma vez que o montante gerido pelos organismos de investimento coletivo em valores mobiliários e organismos de investimento alternativo ascendeu, no final de dezembro de 2017, a 12.291,9 milhões de euros – o que contrasta com os 11.100,7 milhões de euros no final de dezembro de 2016. Quanto ao número de produtos disponíveis no mercado nacional, verificamos que a oferta tem agora menos 20 fundos, sendo que o total é de 154 produtos.

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Fonte: CMVM, 31 de dezembro de 2017

Dito isto, como terá terminado o panorama das quotas de mercado das sociedades gestoras nacionais? O relatório trimestral de gestão ativos publicado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliário fornece-nos a resposta a esta pergunta.

Assim, de acordo com os dados presentes no relatório, o primeiro lugar volta a pertencer à Caixagest, cujo montante sob gestão ascende a 3.927,7 milhões de euros – o que corresponde a uma quota de mercado de 32%. A entidade aumentou a sua quota de mercado ao longo do ano, sendo que, no final de dezembro de 2016, a sua quota de mercado era de 31,7%. Curiosamente, esta foi uma das entidades que maior redução no número de fundos registou durante o ano, apresentando agora um total de 23 produtos.

A BPI Gestão de Activos (que recentemente foi comprada pela CaixaBank AM) com uma quota de mercado de 25,2% ocupa o segundo lugar, gerindo um volume de ativos de cerca de 3.103 milhões de euros. O número de produtos, por sua vez, manteve-se intacto, permanecendo com 25 fundos na sua oferta nacional.

A terceira posição pertence à IM Gestão de Ativos, que durante este ano teve a inclusão dos fundos da CA Gest na sua esfera de gestão, apresentando um volume de ativos sob gestão de 2.253,3 milhões de euros, correspondentes a uma quota de mercado de 18,3%. Posto isto, o número de produtos na sua oferta passou de 18, no final de dezembro de 2016, para 28.

Destaque também para a Santander Asset Management, uma vez que foi a entidade que maior variação anual apresentou durante o ano de 2017. Esta apresenta um volume de ativos sob gestão superior a 2.000 milhões de euros e uma quota de mercado de 16,3%

Preponderância mantém-se

À semelhança do que se registou o ano passado, as três maiores entidades mantêm a sua preponderância, representando mais de 75,5% do montante sob gestão total.

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Fonte: CMVM, 31 de dezembro de 2017

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