Zona Euro: demasiado pessimismo ou pura incerteza?


Pode dizer-se que “incerteza” é a palavra que melhor carateriza o comportamento futuro da Zona Euro nos próximos meses. Essa, pelo menos, é a opinião da maioria das entidades nacionais que recentemente traçaram os seus outlooks para 2015.

Se por um lado algumas das gestoras falam de um efeito positivo na Zona Euro do Quantitative Easing à europeia, outras entendem que os esforços feitos pelo BCE via condições acomodatícias da política monetária e baixas taxas de juro, não serão factores suficientes para impulsionar o crescimento da atividade económica.

Fraca depreciação do Euro e Deflação

Ainda que a Zona Euro possa sair beneficiada por causa da depreciação cambial, algumas gestoras falam de uma insuficiência a este nível. É o caso da Dunas Capital, que relembrava que “o crescimento da Europa parece estar mais dependente da capacidade do BCE em desvalorizar o Euro, o que só aconteceu em relação ao USD”. Também a F&C, por seu lado, indicava que “as baixas taxas de juro têm sido insuficientes para estimular a atividade económica” da Europa.

Nesta perspetiva, o olhar das casas nacionais em direção à Zona Euro traz consigo alguma desconfiança. É invocada a necessidade de mais reformas estruturais, mas também um maior alívio das políticas de austeridade. Do Santander AM Portugal reforçam que “incerteza” é o principal sentimento para a região, com o euro a sair penalizado “face a moedas como o dólar, a libra e o franco suíço”, por causa da “elevada expectativa do mercado na implementação de um programa de compra de dívida pública”.

Também o inevitável tema da deflação aparece como “pedra no sapato” para a região, configurando  mesmo, para algumas casas, um dos grandes problemas da Zona Euro nos próximos tempos.

Ações europeias: maior potencial de subida

Os próprios conflitos políticos não são esquecidos e poderão ter a sua quota parte de malefícios no velho continente, a par da indefinição que algumas eleições legislativas acarretam. A equipa portuguesa de banca privada do Credit Suisse, que estima que a progressão económica da região seja de 1,3%, entende precisamente que sendo “o mercado acionista europeu o que tem maior potencial de upside, é também aquele onde se concentram os maiores riscos para a economia mundial”.

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