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Votação provoca incerteza na economia brasileira


A primeira volta das eleições no Brasil já foi e Dilma Rousseff conseguiu ganhar com mais de 41% dos votos, seguido, para surpresa de muitos, de Aécio Neves com 33,5%. O candidato do PSDB ultrapassou na reta da meta Marina Silva que chegou apenas aos 21% dos votos.

Para Craig Botham, economista da Schroders e especialista em mercados emergentes, “este resultado é surpreendente - sobretudo porque as sondagens davam o segundo lugar a Marina Silva – e as suas implicações para a segunda volta são ambíguas".

“Apesar de Aécio Neves ter mais credenciais para efetuar reformas do que Marina, as previsões apontavam para uma derrota de Aécio caso houvesse segunda volta e concorresse contra Dilma Rousseff”, nota o economista.

Um dos problemas que o candidato enfrentará nas próximas semanas será a máquina de campanha que a atual presidente montou. “A capacidade da campanha de Dilma para retratar Aécio como um playboy rico e o pouco contacto deste com as necessidades da classe média brasileira pode ajudar DIlma a ganhar”, afirma o especialista. Para Craig Botham a decisão poderá estar com o apoio formal de Marina Silva a Aécio, “senão será difícil prever a sua vitória”, sublinha o economista.

Já sobre a economia, o especialista refere que as previsões macroeconómicas permanecem incertas. “O Brasil enfrenta uma infinidade de problemas macroeconómicos que estão muito enraizados e a política demora sempre muito tempo a reverter os danos provocados nos anos anteriores”, refere Craig Botham.

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