Volume sob gestão dos fundos imobiliários recuou no final do ano passado


Tal como noutros segmentos de negócio, dezembro também não trouxe “bons ventos” à gestão de fundos imobiliários. Os dados recentes publicados pela CMVM demonstram que a queda nos volumes sob gestão aconteceu em duas frentes: nos fundos de investimento imobiliário (FII) e nos fundos especiais de investimento imobiliário (FEII). No caso dos primeiros a queda no montante sob gestão foi de 3,9%, para os 8.567 milhões de euros, enquanto no caso dos FEII a variação mensal ficou-se pelos -0,4%, fechando dezembro com 2.829 milhões de euros de património gerido.  

Por outro lado, a terceira componente destes produtos – os fundos de gestão de património imobiliário  (FUNGEPI) – fecharam o ano a crescer. Os produtos pertencentes a esta categoria terminaram 2014 nos 818,8 milhões de euros, ao  passo que em novembro o volume sob gestão se tinha fixado nos 782,0 milhões de euros: o incremento mensal foi portanto de 4,7%.

Contas feitas, em dezembro, o valor sob gestão dos FII, dos FEII e dos FUNGEPI tinha decrescido 324,9 milhões de euros face a novembro, para os 12.215,8 milhões de euros.

As mudanças no mês

Segundo as informações disponibilizadas pelo Regulador, no mês em questão os fundos de gestão de património imobiliário FGPI FUNGEPI NOVO BANCO, o FUNGERE e o FGPI FUNGEPI – NOVO BANCO II, que eram geridos pela Fimoges, passaram para a alçada da GNB – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário.

Na lista de maiores FII e FEII, de novembro para dezembro houve uma mudança no top 3, mais concretamente no terceiro lugar. O Fundimo, da Fundger,  continua a ocupar o lugar cimeiro, com 659,6 milhões de euros sob gestão, muito embora a sua dimensão tenha decrescido 2,2%.  O segundo posto é ocupado pelo Gespatrimónio Rendimento, da GNB, que arrecada um volume sob gestão de 400,5 milhões de euros, com uma variação mensal de - 16,8%.  O terceiro lugar passou no último mês do ano a pertencer a um fundo da Santander Asset Management, no caso o Novimovest, que fechou 2014 com 330,3 milhões de euros de montante gerido.

 

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