Volume gerido pelos fundos mobiliários derrapa em início de ano


No campo dos fundos mobiliários janeiro foi sinónimo de perdas. Em linha com outros segmentos de negócio, este tipo de produtos terminou o primeiro mês de 2016 em rota descendente. A Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património, no seu relatório mensal, reflete precisamente esse decrescer de ativos geridos.  Janeiro terminou com os FIM a deterem 11.627,6 milhões de euros, menos 2,6% comparativamente com o mês anterior. Desta forma, o montante atingido ficou muito perto de há um ano atrás, altura em que o montante sob gestão dos fundos mobiliários se situava nos 11.673,1 milhões de euros.

Resgate líquido superior a 152 milhões de euros

No mês em análise verificou-se um volume de subscrições de 430,3 milhões de euros, ao passo que os resgates se cifraram em 580,9 milhões de euros. O saldo de saídas no mês foi ‘ajudado’ pela liquidação de um fundo: o Patris Valorização, gerido pela Patris Gestão de Activos, que acrescentou um volume adicional de reembolsos de 1,5 milhões de euros. O fluxo de saída total da indústria ascendeu a 582,4 milhões de euros em janeiro, o que provocou um saldo líquido de subscrições negativas no mês de 152,1 milhões de euros.

Universo de fundos encolhe 2 unidades

Para além da liquidação do produto já mencionado, em janeiro ocorreu a fusão por incorporação de um fundo: o Santander MultiCrédito incorporou o Santander Multiobrigações, da Santander Asset Management, e o fundo novo passou a denominar-se de Santander MultiCrédito. Em termos de novos produtos, o mês em questão não trouxe nenhuma novidade. Contas  feitas, no final de janeiro o número de produtos existentes tinha-se reduzido para 188 face aos 190 de dezembro.

 

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