Volatilidade “guiou” os resgates em agosto


No mês de agosto os fundos mais resgatados nas plataformas nacionais refletem vários acontecimentos: por um lado a volatilidade sentida no mercado nacional, por outro a fuga a fundos que investem em geografias globais, mas também a concretização de mais-valias.

Rui Castro Pacheco, head of asset management do Banco Best, começa por referir que no oitavo mês do ano se verificou “a manutenção da tendência de saída de fundos muito conservadores com rendibilidades atualmente pouco atractivas”. Provocado por um provável acréscimo de volatilidade registaram-se também “alguns resgates em fundos que investem em obrigações high yield, as quais tiveram uma correção nos preços mas que rapidamente recuperaram para valores semelhantes aos registados antes da correcção”, indica. Outro dos movimentos do mês foi potenciado pela “volatilidade e pelas incertezas no mercado nacional”: “verificámos também um movimento de alguma rotação de fundos nacionais para fundos estrangeiros (sedeados no Luxemburgo ou Irlanda)”,conclui.

Em consonância com o mês de julho estiveram os resgates no Banco BiG. Isabel Soares, gestora de produto identifica que “mais uma vez os investimentos em estratégias globalizadas do ponto de vista geográfico têm vindo a ser substituídos por produtos com exposições mais focadas em determinadas áreas ou regiões”. Por outro lado, a profissional assinala ainda que “o fluxo de resgates em alguns fundos com estratégias mais direccionais (nomeadamente fundos sectoriais) mantém-se com alguns investidores a realizarem algumas das mais-valias realizadas ao longo dos últimos períodos”.

No ActivoBank, o mês estival por excelência traduziu-se numa fuga das opções mais arriscadas. Guilherme Cardoso, da entidade, indica que “a tendência no mês de agosto foi claramente de aversão ao risco, uma alteração de ações para obrigações nos mais subscritos, com 7 dos fundos mais resgatados a serem fundos de acções”.

 

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