Volatilidade e receio de uma bolha impelem investidores “para fora” do high yield


Ainda a fazerem a “digestão” de uma temporada mais agitada nos mercados financeiros, em novembro os investidores das plataformas nacionais que distribuem fundos estrangeiros decidiram precisamente “fugir” dessa maior volatilidade.

Rui Castro Pacheco, head of asset management do Banco Best, indica que “quanto às maiores saídas, a maior expressão vai para os fundos de tesouraria, provavelmente pelo facto de dificilmente conseguirem gerar um retorno atrativo”. Em menor escala, aponta também “algumas saídas em high yield, já que este segmento das obrigações tem apresentado alguma volatilidade”.

Igualmente, no ActivoBank, João Graça  dá conta de que durante o décimo primeiro mês do ano se assistiu a “resgates de fundos motivados por fatores distintos”. Indica que  “os fundos ligados ao high yield continuam no top dos resgates devido aos receios que circulam no mercado de uma possível bolha, embora a taxa de default continue em mínimos históricos”. Refere ainda um “fundo de ações Suíças, que assumiu também um lugar de destaque nos resgates com os investidores incertos quanto à evolução do CHF”.

Numa tendência distinta da do mês de outubro, no Banco BiG, “os principais outflows concentraram-se em fundos com estratégias mais conservadoras”. Isabel Soares, gestora de produto da entidade, explica que “depois do movimento de correção observado na primeira metade de Outubro, os mercados deram sinais de recuperação que favoreceram a entrada em estratégias de investimento mais direccionais e agressivas por substituição de investimentos mais defensivos”.

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