Volatilidade do índice nacional encerrou o ano acima dos 25%


O último mês de 2014 foi de queda na valorização do PSI-20. Segundo os últimos indicadores mensais do mercado de capitais português divulgados pela CMVM, o índice nacional fechou dezembro nos 4.798,99 pontos, menos 7,3% do que em novembro e menos 26,8% do que no mesmo período de 2013. 

Volatilidade: quase o dobro de dezembro de 2013

No que diz respeito à volatilidade que o índice nacional apresenta, há que assinalar o seu incremento em dezembro. Se em novembro na praça nacional o desvio padrão se situava nos 22%, no último mês do ano aumentou para os 25,62%. Comparando com dezembro de 2013, há que assinalar que o valor da volatilidade do índice português quase que duplicou, pois encontrava-se nos 13,06%.

Relativamente às cotadas que mais “pesam” no índice nacional as posições mantiveram-se inalteradas. A EDP continua a ser a empresa que maior peso tem no PSI-20, perfazendo 19,71% da sua carteira.  Realce-se que de um mês para o outro a energética aumentou a representatividade no índice, pois em novembro a sua representatividade era de 18,74%. Já a Galp ocupa a segunda posição (13,98%) e a Jerónimo Martins o terceiro posto (13,88%), em termos de peso no índice.

Os emitentes que em dezembro mais cresceram em termos de preponderância foram a Jerónimo Martins, que avançou 1,267 p.p (pontos percentuais), e a Zon Optimus, cujo crescimento foi de 1,066 p.p.

Rota descendente permanece nos OICVM e FIA

Com dados de novembro, o regulador dá ainda conta do valor sob gestão dos organismos de investimento coletivo em valores mobiliários e dos fundos de investimento alternativo, que decresceu 0,4% face a outubro, para os11.666,4 milhões de euros. Nos fundos de investimento imobiliário e fundos especiais de investimento imobiliário o montante sob gestão desceu 0,9% no período considerado para os 12.542,0 milhões de euros.

Unidades de Participação cresceram 265,4% em 2014

Nos dados que a CMVM  agora divulga, destaque ainda para os valores acumulados das transações no mercado secundário. No caso das Unidades de Participação, de janeiro a dezembro de 2014, esta rubrica somou os 316,4 milhões de euros em transações, o que configura um crescimento de 265,4% face ao mesmo período de 2013. No caso dos ETFs, em 2014, as transações situaram-se nos 35,8 milhões de euros. O valor dos Exchange Traded Funds negociados durante este período cresceu 148% face à mesma altura de 2013.

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