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Viagem aos mercados, esta semana: dos EUA a Portugal


Esta semana, na Europa, destaque para o índice Zew Alemão, que mede o sentimento de 350 economias e analistas em relação à economia Alemã, que desapontou tudo e todos, com a avaliação das condições actuais a descer de 67.5 para 55.2 e as expectativas futuras a descerem de 12.1 para 1.9.

O escândalo da manipulação da emisão de gases poluentes por parte da Volkswagen e o crescimento abaixo do esperado por parte dos mercados emergentes, com particular destaque para a economia Chinesa, são factores suficientes para minar a confiança dos investidores. O Euro continua a beneficiar da ideia de que não será em 2015 que o Fed vai subir taxas e continua a subir face ao Dólar, sendo cotado perto dos 1.1450.

Nos Estados Unidos, por sua vez, o crescimento esperado está a dar cada vez mais mostras de ser muito difícil de alcançar.

O Livro Beige revela que dos 12 distritos, somente 3 informam sobre um crescimento robusto, enquanto os outros 10 revelam que o crescimento da actividade económica é entre modesto a moderado. As vendas a retalho publicadas ontem defraudaram as expectativas, com um crescimento abaixo do esperado pelos analistas, subindo 0.1% face ao mês anterior, para 2.4% a/a.

O consumo desce muito no que ao consumo de gasolina diz respeito, descendo moderadamente o consumo de bens electrónicos, materiais de construção e alimentação. Os restantes sectores mantiveram os mesmos níves do mês anterior.

Na China, atingir a meta de crescimento proposta parece ser cada vez mais uma miragem. Os analistas apontam uma subida de inflação de 1.8%, mas o dado publicado é de 1.6%; os preços no produtor mostraram nova queda (pelo 43º mês consecutivo) ao descerem 5.9% em setembro, atingindo o pior registo desde 2009. Estes dados saíram pouco tempo depois de um relatório do governo ter mostrado que as importações chinesas contraíram muito mais do que o esperado em setembro, caindo pelo 11º mês consecutivo.

No que toca às matérias primas, destacar que o preço do petróleo corrige em baixa, na sequência de dados revelados pela China e de expectativas um pouco mais pessimistas por parte da Agência Internacional de Energia. A China é o segundo maior consumidor do mundo e tem sido o grande motor da procura pela matéria prima.

Por último, algumas palavras sobre o nosso país. A República Portuguesa colocou Ot's a preços relativamente semelhantes aos obtidos num passado recente. O Tesouro português pagou 2,4% para se financiar a 10 anos (acima dos 2.04% registados no leilão anteior para a mesma maturidade). Na colocação de dívida a 22 anos pagou uma taxa maia baixa que o leilão anterior (3,23%, contra 3,53%).

Nos dois prazos, Portugal colocou perto de 1.3 mil milhões de euros.Este leilão era aguardado com alguma expectativa, no sentido de aquilatar da importância que o mercado está a dar à instabilidade política em torno da constituição de um novo governo. Pelos vistos, nem analistas nem investidores veem qualquer sinal de alarme, o que associado ao agressivo programa de compras do BCE mantém as taxas de colocação de dívida pública debaixo de controlo. 

(Imagem: @Doug88888, Flickr, Creative Commons)

 

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