Valor sob gestão, em Portugal, aumentou 4,5%


Foi publicado recentemente o relatório anual, referente ao ano passado,  sobre a atividade da CMVM e sobre os mercados  de valores mobiliários. Na publicação do regulador, podemos verificar que o valor sob gestão, no final do ano, atingia os 57,72 mil milhões de euros, o que representa uma subida de 4,5% em relação a 2011, onde se fixou nos 55,24 mil milhões de euros. Já em relação a 2010, houve um decréscimo na ordem dos 13,7%, já quem nesse ano o valor total dos ativos sob gestão foi de 66,94 mil milhões de euros.

Gestoras de fundos no topo

O panorama de investimento em Portugal é dividido em três partes, sendo que as duas maiores representam mais de 90% do mercado nacional.

A parte mais pequena pertence às instituições de crédito, que em 2012, representavam cerca de 7% do mercado nacional, com 4,06 mil milhões de euros. Ainda assim, este valor é 35% mais elevado do que no final de 2011.

Na liderança seguem as Gestoras de Fundos, com mais de metade do mercado (54,5%), tendo fechado o ano a gerir 31,45 mil milhões de euros. Já as empresas de investimento, com 22,20 mil milhões de euros sob gestão têm uma quota de 38,5%.

Obrigações mantêm preferência

No que toca aos valores mobiliários, a preferência voltou a recair sobre as obrigações, com mais de 20,92 mil milhões de euros sob gestão. No entanto, em termos percentuais, o seu peso no mercado caiu 3,3% face a 2011, passando a registar 36,3%.

Também as ações seguem em rotas descendente, mas com uma queda bastante maior, de 28,8% face a 2011, representando 4% do valor total sob gestão.

Em sentido contrário, vem a dívida pública, com um aumento de 13,8% para os 15,24 mil milhões de euros.

Mercado doméstico a crescer

Em relação aos países onde os valores mobiliários estão cotados Portugal segue na linha da frente e a crescer nos últimos anos. Em 2010, Portugal representava 16,5% do mercado, no ano seguinte 20,9% e fechou 2012 a representar 24,2%, com 13, 98 mil milhões de euros.

Em segundo lugar aparece o Luxemburgo com uma quota de 9,2% e a fechar o pódio aparece o Reino Unido com 7,6%. Já a maior queda, em termos percentuais, vai para a Holanda que caiu 25,2% da quota de mercado, face a 2011.

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